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China admite incidente em central nuclear de Taishan, mas descarta riscos

Usina Nuclear de Taishan, na província de Cantão, na China - Reprodução/Google Maps
Usina Nuclear de Taishan, na província de Cantão, na China Imagem: Reprodução/Google Maps

Da AFP, em Pequim

16/06/2021 06h26Atualizada em 16/06/2021 07h26

Algumas barras de combustíveis danificadas provocaram um acúmulo de gases radioativos na central nuclear de Taishan, informaram nesta quarta-feira as autoridades chinesas, que descartaram qualquer perigo.

O canal de televisão norte-americano CNN informou na segunda-feira um possível "vazamento" nesta central, que fica no sul da China e possui os únicos reatores EPR de última geração, um projeto que funciona com água pressurizada, que estão em funcionamento no mundo.

Até o momento, Pequim havia relativizado os riscos e afirmado que os níveis de radioatividade na central eram normais.

Nesta quarta-feira, o ministério chinês do Meio Ambiente e a Autoridade de Segurança Nuclear apresentaram as primeiras explicações técnicas.

Em um comunicado conjunto, as duas entidades admitiram um aumento da radioatividade no interior de um dos reatores, provocada "por cinco barras de combustíveis danificadas".

O fenômeno foi considerado "comum" pelas autoridades, devido a "fatores incontroláveis" durante os processos de fabricação, transporte ou instalação na central.

As barras de combustível contêm pastilhas de urânio e proporcionam a energia que permitem o funcionamento de um reator nuclear.

O aumento da radioatividade na central está "no parâmetro regulamentar" e "não há vazamento" no meio ambiente, afirma o comunicado.

A empresa francesa EDF, que tem 30% do pacote acionário da central de Taishan ao lado da operadora chinesa CGN, informou na segunda-feira a presença de "gases raros" no circuito primário de um reator.

O início da operação dos reatores EPR de última geração sofreu atraso em projetos europeus similares no Reino Unido, França e Finlândia.

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