PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Conteúdo publicado há
3 meses

EUA pedem 'sinceridade' a Maduro para levantamento de sanções contra Venezuela

EUA pede "sinceridade" a Maduro para levantamento de sanções contra a Venezuela - Manaure Quintero/Reuters
EUA pede 'sinceridade' a Maduro para levantamento de sanções contra a Venezuela Imagem: Manaure Quintero/Reuters

12/08/2021 19h57Atualizada em 12/08/2021 20h46

Os Estados Unidos pediram nesta quinta-feira (12) ao presidente venezuelano, Nicolás Maduro, que seja "sincero" para trabalhar em prol de novas eleições se o mandatário quiser que as sanções sejam aliviadas antes das negociações que terá com a oposição no México.

Representantes do governo e da oposição, liderados por Juan Guaidó - considerado presidente interino por Washington - realizarão uma reunião organizacional nesta sexta-feira antes das negociações marcadas para 30 de agosto sob a mediação da Noruega.

Maduro disse que busca um "levantamento imediato de todas as sanções internacionais", principalmente dos Estados Unidos. Washington parou de reconhecer Maduro como presidente da Venezuela em 2019 após várias denúncias de irregularidades eleitorais.

"Temos sido claros que o regime de Maduro pode criar um caminho para o alívio das sanções ao permitir que os venezuelanos participem de eleições presidenciais, parlamentares e locais livres e justas que deveriam ter sido realizadas há muito tempo", declarou o porta-voz do Departamento de Estado americano, Ned Price.

Isso "exige que o regime de Maduro se envolva em discussões francas com a oposição - lideradas, é claro, pelo presidente interino Juan Guaidó - que resultem em uma solução negociada abrangente para a crise venezuelana", completou.

Guaidó busca garantias sobre as condições eleitorais, bem como a libertação de presos políticos.

O ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump prometeu enfraquecer a esquerda nas Américas e impôs sanções abrangentes para pressionar Maduro, incluindo a proibição de exportação de petróleo da Venezuela.

Mas Maduro resistiu à pressão com o apoio dos militares venezuelanos, Rússia, China e Cuba, apesar de uma economia em ruínas que fez com que milhões de pessoas fugissem do país.

Biden em grande parte manteve a linha de Trump na Venezuela, embora ele tenha prometido outra abordagem apoiada por aliados dos Estados Unidos.

Internacional