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Agência de Inteligência dos EUA descarta que 'síndrome de Havana' foi operação estrangeira

NBC News, The New York Times e Politico citaram vários altos funcionários com conhecimento de um relatório de inteligência da CIA - SAUL LOEB/AFP
NBC News, The New York Times e Politico citaram vários altos funcionários com conhecimento de um relatório de inteligência da CIA Imagem: SAUL LOEB/AFP

Em Washington

20/01/2022 08h04Atualizada em 20/01/2022 08h05

A CIA concluiu que diplomatas americanos que sofreram misteriosas dores de cabeça e náuseas, um fenômeno apelidado de "síndrome de Havana", não foram alvo de uma operação organizada por agentes estrangeiros, informou a imprensa ontem.

NBC News, The New York Times e Politico citaram vários altos funcionários com conhecimento de um relatório de inteligência da CIA sobre esses incidentes registrados pela primeira vez na capital cubana em 2016 sobre diplomatas americanos e canadenses.

Desde então, funcionários diplomáticos e de inteligência relataram sintomas semelhantes em países como Austrália, Áustria, China, Colômbia, Alemanha e Rússia.

Em seu relatório, a CIA ainda não descarta o envolvimento estrangeiro em duas dúzias de casos que ainda não puderam ser explicados.

Mas "em centenas de outros casos de possíveis sintomas, a agência encontrou uma explicação alternativa e credível", disseram as fontes consultadas pela rede NBC.

Anteriormente, as autoridades dos EUA indicaram que a síndrome poderia ser o resultado de ataques russos com microondas, mas os cientistas expressaram dúvidas sobre essa teoria.

Informações sobre o assunto indicam que o documento da CIA é para uso interno e não representa "a conclusão final do governo Biden ou de toda a comunidade de inteligência", explicou a NBC.

As considerações frustraram alguns dos afetados que, de acordo com uma declaração de um grupo deles citado pelo The New York Times, acreditam que a avaliação da CIA "não pode e não deve ser a última palavra sobre o caso".

"Embora tenhamos alcançado algumas descobertas internas significativas, ainda não terminamos", disse o diretor da CIA, William J. Burns, em comunicado ao jornal.

"Continuaremos nossa missão de investigar esses incidentes e fornecer acesso a cuidados de classe mundial para aqueles que precisam", acrescentou.

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