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3 meses

Europa começa a revogar restrições contra a covid-19: 'Bem-vindo à vida'

Movimentou começou na Dinamarca e na Inglaterra, que avaliaram que a ômicron tem impacto mínimo nos hospitais - Steffen Trumpf/picture alliance via Getty Images
Movimentou começou na Dinamarca e na Inglaterra, que avaliaram que a ômicron tem impacto mínimo nos hospitais Imagem: Steffen Trumpf/picture alliance via Getty Images

Em Paris (França)

28/01/2022 14h20Atualizada em 28/01/2022 14h22

Inglaterra e Dinamarca são dois dos países europeus que anunciaram o levantamento de restrições contra a covid-19, provocando debate entre especialistas.

"Adeus às restrições e bem-vindo à vida como a conhecíamos antes do corona", proclamou na última quarta-feira (26) Mette Frederiksen, chefe do governo dinamarquês.

O país levantará grande parte das restrições na próxima terça-feira (1º), incluindo o passaporte sanitário e a máscara obrigatória.

As autoridades estimam que a variante ômicron, muito mais contagiosa do que suas antecessoras, mas menos perigosa, agora representa uma ameaça limitada.

A Inglaterra já levantou a maioria das restrições, que já eram mais leves que a média europeia: máscara apenas dentro de locais públicos e passaporte sanitário para grandes eventos.

Essas medidas contrastam com as de outros países, como a França, que planeja suspender algumas medidas apenas na próxima semana.

A Finlândia, por sua vez, anunciou que, a partir de 1º de fevereiro, serão flexibilizadas as restrições que afetam eventos culturais, esportivos e empresas.

Impacto nas emergências

Os defensores do relaxamento das medidas apontam para a situação na Inglaterra: a ômicron causou um número astronômico de casos, mas não sobrecarregou os serviços de emergência.

"Epidemiologicamente, o Reino Unido nunca esteve em uma situação tão favorável desde o início da pandemia", disse o epidemiologista François Balloux.

Mas, ao mesmo tempo, as mortes por covid-19 apenas se estabilizaram na Inglaterra, enquanto na Dinamarca experimentaram um ligeiro aumento.

Os mais pessimistas estão preocupados com a subvariante da ômicron BA.2, que pode causar uma nova onda, já que é ainda mais contagiosa.

"Se não formos pacientes o suficiente para controlar a atual onda, estaremos deixando para trás uma minoria considerável, talvez milhões de pessoas", estimou o virologista Stephen Griffin.

Os idosos e os imunossuprimidos continuam vulneráveis a esta doença, apesar das vacinas, segundo ele.

No entanto, essas posições conflitantes escondem uma situação repleta de nuances dependendo de cada país.

A Dinamarca tomou sua decisão com base em três critérios: a menor virulência da ômicron, uma alta taxa de vacinação e a margem de manobra que os hospitais ainda têm.

"Os dois primeiros critérios se aplicam a quase todos os países da Europa Ocidental", explicou o epidemiologista Antoine Flahault à AFP.

Já o terceiro critério, a capacidade dos hospitais, "pode depender do sistema de saúde local", disse.

A Dinamarca demonstra maior capacidade de gestão hospitalar da covid do que o Reino Unido, acrescentou.

"Levantar as medidas, ou não, não mudará a situação, porque sua eficácia no controle da transmissão é atualmente muito fraca diante de uma variante como a ômicron", relativizou Flahaut, que considera que uma medida muito útil e barata é manter a aeração de locais fechados, para evitar a propagação do vírus.

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