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Donetsk e Lugansk, as repúblicas separatistas pró-russas na Ucrânia

Putin assina reconhecimento das duas áreas separatistas da Ucrânia - Reprodução/CNN Brasil
Putin assina reconhecimento das duas áreas separatistas da Ucrânia Imagem: Reprodução/CNN Brasil

21/02/2022 21h15Atualizada em 21/02/2022 21h15

As repúblicas separatistas pró-Rússia de Donetsk e Lugansk, cuja independência Moscou reconheceu na segunda-feira (21), estão localizadas na área de mineração russófona de Donbass (leste da Ucrânia) e estão fora do controle de Kiev desde 2014.

A guerra entre os separatistas e as autoridades de Kiev deixou mais de 14.000 mortos.

Zona de mineração e metalúrgica

Donetsk (anteriormente conhecida como Stalino) é a principal cidade da área de mineração de Donbass, assim como um dos principais centros metalúrgicos da Ucrânia. Tem uma população de dois milhões de habitantes.

Lugansk (anteriormente Voroshilovgrad), uma cidade industrial, tem 1,5 milhão de habitantes.

A bacia de Donbass, que faz fronteira com a Rússia na costa norte do Mar Negro, possui enormes reservas de carvão.

A presença de falantes de russo na região está relacionada ao grande número de trabalhadores russos enviados para lá após a Segunda Guerra Mundial, durante o período soviético.

Conflito desde 2014

O conflito entre as forças ucranianas e os separatistas de Donetsk e Lugansk eclodiu há oito anos, após a anexação da península da Crimeia pela Rússia.

A sua independência, proclamada em referendo, não é reconhecida pela comunidade internacional.

A Ucrânia e os países ocidentais acusam a Rússia de apoiar os separatistas militar e financeiramente. O presidente russo, Vladimir Putin, anunciou na segunda-feira que reconhecia sua independência.

Donbass também está no centro de uma batalha cultural entre Kiev e Moscou, que argumenta que a região, juntamente com grande parte do leste da Ucrânia, é povoada por russófonos que devem ser protegidos do nacionalismo ucraniano.

Acordos de Minsk

A resolução do conflito, prevista nos acordos de Minsk de 2015, está em ponto morto, já que o governo ucraniano e os separatistas se acusam mutuamente de não respeitá-los.

Embora várias tréguas tenham sido estabelecidas, elas se tornaram obsoletas por repetidas violações pelas partes em conflito.

A parte política dos acordos, que prevê ampla autonomia para as regiões rebeldes e a realização de eleições locais sob a lei ucraniana, permanece ignorada, com as partes em conflito culpando-se mutuamente pelo fracasso.

O reconhecimento de Moscou da independência das regiões separatistas é "uma violação flagrante da soberania ucraniana" e um "repúdio" aos acordos de Minsk, disse o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson.

Líderes

Denis Pushilin, eleito em 2018 em uma votação denunciada por Kiev, lidera a autoproclamada República Popular de Donetsk (DNR).

Leonid Pasechnik lidera a autoproclamada República de Lugansk (LNR).

Muitos senhores da guerra e líderes separatistas foram mortos nos últimos anos em ataques, vítimas de combates internos ou operações dos serviços especiais ucranianos, segundo relatos não verificáveis.

O caso mais proeminente é o do ex-homem forte de Donetsk, Alexander Zakharchenko, que foi morto em uma explosão em 2018.

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