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Líder do Estado Islâmico é condenado à morte no Iraque por atentado em 2021

Um tribunal iraquiano condenou à morte um líder do grupo Estado Islâmico, considerado o "principal responsável" por um duplo ataque suicida que deixou 32 mortos e 110 feridos em Bagdá - Reuters
Um tribunal iraquiano condenou à morte um líder do grupo Estado Islâmico, considerado o "principal responsável" por um duplo ataque suicida que deixou 32 mortos e 110 feridos em Bagdá Imagem: Reuters

30/05/2022 10h48Atualizada em 30/05/2022 10h56

Um tribunal iraquiano condenou à morte nesta segunda-feira um líder do grupo Estado Islâmico (EI), considerado o "principal responsável" por um duplo ataque suicida que deixou 32 mortos e 110 feridos em um mercado de Bagdá, em janeiro de 2021.

O tribunal criminal de Bagdá condenou o réu à morte por ser "o principal responsável pelo ataque ao mercado de roupas usadas", segundo um comunicado do Conselho Superior da Magistratura.

Em 21 de janeiro de 2021, um homem-bomba detonou seus explosivos entre vendedores e transeuntes no mercado da Praça Tayaran. Um segundo se explodiu logo depois, enquanto os presentes socorriam as vítimas, segundo o relato dos fatos feito na época pelo Ministério do Interior.

Durante a investigação, "o criminoso confessou pertencer ao EI" desde 2012, e que havia "planejado" o ataque "equipando os dois homens-bomba", acrescentou o Conselho.

O ataque, reivindicado pelo Estado Islâmico, causou comoção, pois tais ataques se tornaram cada vez mais esporádicos após a derrota do grupo terrorista no Iraque no final de 2017.

O Iraque aplica sentenças de morte em casos de "terrorismo" e homicídio voluntário.

O país é o quarto do mundo com mais execuções, segundo a Anistia Internacional, que contabilizou cerca de cinquenta em 2020.

Segundo esta ONG, muitos dos executados foram acusados de pertencer ao EI.

Em abril, dois tribunais condenaram oito pessoas à morte, quatro por homicídio e outras quatro por cometerem um atentado com carro-bomba.

O último grande ataque reivindicado pelo EI no Iraque foi em julho de 2021, quando um atentado deixou cerca de 30 mortos em um mercado no bairro xiita de Sadr City, em Bagdá.

O EI "continua capaz de lançar ataques regularmente", de acordo com um relatório da ONU em janeiro de 2022. O texto afirma que a organização ainda teria "entre 6.000 e 10.000 combatentes (...) na fronteira porosa" entre Iraque e Síria, área onde "forma e treina células e agentes".