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Advogado diz que suspeito está atordoado e tem problemas psiquiátricos

O advogado Luiz Gustavo Delgado, que representa Walter Delgatti Neto, preso na Operação Spoofing, da Polícia Federal  - Mateus Bonomi/Folhapress
O advogado Luiz Gustavo Delgado, que representa Walter Delgatti Neto, preso na Operação Spoofing, da Polícia Federal Imagem: Mateus Bonomi/Folhapress

Patrik Camporez e Breno Pires

Brasília

24/07/2019 19h30

O advogado Luiz Gustavo Delgado, que representa Walter Delgatti Neto, o "Vermelho", preso na Operação Spoofing, levou comida, remédios de uso controlado e um cobertor para seu cliente na tarde desta quarta-feira, 24, na Superintendência da Polícia Federal em Brasília.

O advogado disse que ainda não teve acesso ao inteiro teor do inquérito. "Ele (Walter) prestou um depoimento. Eu não tive acesso ainda. Vou ver as medidas cabíveis no caso do meu cliente", afirmou.

Ainda segundo ele, "Vermelho" prestou depoimento acompanhado por defensor público na terça, 23. "Conversei com ele. Ele tem problemas psiquiátricos. Está atordoado."

Preso em Araraquara, interior de São Paulo, nesta terça-feira, 23, "Vermelho" confessou à Polícia Federal que hackeou o ministro Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública), o procurador Deltan Dallagnol (coordenador da Operação Lava Jato no Paraná) e centenas de procuradores, juízes e delegados federais, além de jornalistas. "Vermelho" acumula processos por estelionato, falsificação de documentos e furto.

Em seu Twitter, Sergio Moro postou nesta quarta que "pessoas com antecedentes criminais" são a "fonte de confiança daqueles que divulgaram as supostas mensagens obtidas por crime".

O ministro não citou nomes em sua mensagem. Ao apontar para "pessoas com antecedentes criminais", o ministro se refere ao grupo preso pela PF na Operação Spoofing.

Desde junho, Moro é alvo divulgação de diálogos a ele atribuídos com o procurador Deltan Dallagnol, pelo site The Intercept. O site afirmou que recebeu de fonte anônima o material, mas não revelou a origem. Moro nega conluio --ele e Dallagnol afirmam não reconhecer a autenticidade das conversas.

Nesta quarta, 24, os diretores do site The Intercept, Leandro Demori e Glenn Greenwald, comentaram, também no Twitter, as declarações de Moro. "Está cada vez mais claro: Moro virou político em busca de um foro privilegiado pra poder falar impunemente em público as coisas que dizia antes em chats secretos", disse Demori.

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