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Pandemia faz Bolsonaro perder seguidores no Twitter, diz FGV

02.jun.20 - O presidente Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva em frente ao Palácio do Planalto  - CLÁUDIO MARQUES/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
02.jun.20 - O presidente Jair Bolsonaro durante entrevista coletiva em frente ao Palácio do Planalto Imagem: CLÁUDIO MARQUES/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Bianca Gomes e Pedro Prata

São Paulo

05/06/2020 07h35

O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), tem enfrentado maior rejeição nas redes sociais por sua postura na pandemia do novo coronavírus do que pelas crises políticas vividas por seu governo.

Dados do Twitter levantados pela Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getulio Vargas (FGV/Dapp) a pedido do jornal "O Estado de S. Paulo" mostram que o presidente perdeu capacidade de atrair novos seguidores desde março, quando pediu o fim do isolamento social. Esse foi também o momento em que recebeu mais comentários negativos na rede social.

O pronunciamento na televisão no dia 24 de março, no qual o presidente classificou a pandemia como "histeria", foi o momento em que ele mais ganhou seguidores (o saldo do dia foi de 32.178) e mobilizou o maior número de menções a seu nome: 655.133 comentários. Porém, segundo o estudo, 59% desses comentários foram negativos, 40%, positivos e 1%, neutro.

O discurso na televisão, no entanto, representou um ponto de virada nas redes sociais do presidente, de acordo com o estudo.

Desde o dia seguinte, ele passou a apresentar queda significativa em seu saldo de novos seguidores e até 22 de maio não havia conseguido se recuperar, chegando a perder seguidores, de acordo com a análise.

Para o diretor de Análise de Políticas Públicas da FGV, Marco Aurélio Ruediger, o governo falhou na avaliação sobre o impacto que a pandemia teria.

Isso fez com que Bolsonaro perdesse uma parte do capital político de apoio que parte do centro emprestava para a direita. "A pandemia turbinou uma crise política que já estava à vista."

As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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