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Líderes da Câmara devem se reunir para discutir destino de Flordelis

Segundo Rodrigo Maia (DEM-RJ), deputados devem debater caso Flordelis na próxima semana - Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Segundo Rodrigo Maia (DEM-RJ), deputados devem debater caso Flordelis na próxima semana Imagem: Michel Jesus/Câmara dos Deputados

Camila Turtelli

Brasília

26/08/2020 16h23Atualizada em 26/08/2020 16h54

Líderes da Câmara devem se reunir na próxima semana para debater o que poderá ser feito com o mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ), acusada de ser mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson Carmo.

"Estamos aguardando o recebimento da documentação pelo Ministério Público do Rio de Janeiro [MP-RJ]. E, na próxima semana, vou fazer reunião da mesa e depois uma reunião com os líderes, vamos discutir o assunto e ver de que forma a Câmara quer encaminhar esse assunto", afirmou hoje o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

"Vou reunir a Mesa, vou reunir os líderes e vamos decidir em conjunto. Eu não posso decidir tudo sozinho, não é o melhor caminho", completou.

Apontada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio (MPRJ) como mandante do assassinato, Flordelis teria arquitetado o crime por estar insatisfeita com a forma com que o pastor geria o dinheiro da família. Segundo os investigadores, ela tentou assassinar o pastor por envenenamento pelo menos seis vezes, além de contratar pistoleiros em outras duas oportunidades.

Durante o inquérito, a polícia e o MPRJ se depararam com uma troca de mensagens em que Flordelis sugere que o assassinato do marido seria a única saída.

"Quando ela convence e fala com um outro filho que está aqui denunciado, o André, sobre esse plano de matar Anderson, ela fala da seguinte maneira: 'Fazer o quê? Separar dele não posso, porque senão ia escandalizar o nome de Deus', e então resolve matar. Ou seja, nessa lógica torta, o assassinato escandalizaria menos", contou o promotor Sérgio Lopes Pereira, em entrevista concedida na segunda-feira (24).

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