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Covid-19: mortes caem em SP, mas estado prevê 1 milhão de casos até dia 15

Memorial instalado em homenagem às vítimas do novo coronavírus na avenida Paulista, na região central de São Paulo - FÁBIO VIEIRA/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO
Memorial instalado em homenagem às vítimas do novo coronavírus na avenida Paulista, na região central de São Paulo Imagem: FÁBIO VIEIRA/FOTORUA/ESTADÃO CONTEÚDO

Do Estadão Conteúdo, em São Paulo

02/09/2020 15h32

O Estado de São Paulo apresentou uma redução de 14% no número de mortes por covid-19 em agosto em comparação ao mês de julho, conforme anunciou o secretário estadual da Saúde, Jean Gorinchteyn, nesta quarta-feira, 2, em coletiva de imprensa. "É o primeiro mês com registro de queda desde o início da pandemia", destacou. "E os dados de hoje mantêm essa tendência."

Segundo o governo estadual, São Paulo tem 826.331 casos e 30.673 óbitos confirmados. A projeção é que os números alcancem entre 900 mil e 1 milhão de casos ainda na primeira quinzena de setembro, enquanto o número de mortes no mesmo período é estimado entre 33 mil e 38 mil.

A ocupação de UTIs hoje é de 54% no Estado, sendo que essa taxa é de 51,5% na Grande São Paulo. Ao todo, são 4.916 internados em leitos de UTI com suspeita ou confirmação da covid-19, enquanto outros 6.460 pacientes estão em enfermarias.

"A pandemia dá sinais de queda no nosso Estado, porém não é a hora de abandonar as regras sanitárias, o uso de máscaras", destacou o secretário.

Os óbitos continuam concentrados em pacientes com 60 anos ou mais, totalizando 75,8% do total. Nas demais faixas etárias, a distribuição é a seguinte: menores de 10 anos (38 mortes), 10 a 19 anos (56), 20 a 29 anos (252), 30 a 39 anos (891), 40 a 49 anos (2.046) e 50 a 59 anos (4.124).

Do total de vítimas, segundo o governo estadual, 80,1% tinham comorbidades. As mais comuns são: cardiopatia (59,1%), diabetes mellitus (43,2%), doenças neurológicas (10,8%), doença renal (9,5%), pneumopatia (8,2%), obesidade (7,5%), imunodepressão (5,7%), asma (3,1%), doenças hepáticas (2,1%) e doença hematológica (1,8%).

Feriado de 7 de setembro preocupa governo de SP

Na coletiva, Jean Gorinchteyn também anunciou que 200 agentes da Vigilância Sanitária estadual darão suporte às prefeituras neste feriado prolongado de 7 de setembro para "orientar e auxiliar a população e os estabelecimentos comerciais". "É absolutamente imprudente que as pessoas utilizem esse feriado para fazer aglomerações."

As aglomerações no feriadão preocupam o governo estadual, que fez reuniões com representantes de municípios litorâneos e turísticos. No fim de semana passado, praias da Baixada Santista e outros pontos do Estado ficaram lotados e com forte presença de pessoas que não utilizavam máscaras. Cidades como Guarujá e São Sebastião já anunciaram possíveis ações para controlar entrada de turistas.

"Nós temos uma preocupação", disse o governador João Doria (PSDB). "É muito preocupante as circunstâncias do que vimos no último fim de semana, que não era feriado prolongado."

Ele destacou que o papel de evitar e conter esse tipo de situação é das gestões municipais. "Faço um apelo a prefeitos e prefeitas de cidades do litoral e que são destinos turísticos, que adotem providências restritivas, e que contem com o apoio do governo do Estado."

O secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, também comentou sobre a situação e disse que a Polícia Militar trabalhará em contingente máximo. "Nós trabalhamos ao longo da semana mobilizando essas prefeituras, para que possam, de forma contundente e rígida, fazer essa mobilização e não permitir aglomerações."