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Moro defende 'espírito da Lava Jato' e critica decisão do STF sobre Lula

Para ex-juiz da Lava Jato e pré-candidato à Presidência, outros candidatos "estão abraçados com a impunidade" - Rodolfo Buhrer/Fotoarena/Estadão Conteúdo
Para ex-juiz da Lava Jato e pré-candidato à Presidência, outros candidatos 'estão abraçados com a impunidade' Imagem: Rodolfo Buhrer/Fotoarena/Estadão Conteúdo

Em São Paulo

18/01/2022 11h11Atualizada em 18/01/2022 11h14

O ex-juiz Sérgio Moro (Podemos) afirmou que os demais pré-candidatos à Presidência estão "abraçados com a impunidade" ao afirmar que sua pré-candidatura é a única que faz críticas às anulações de condenações da Lava Jato pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

"Eu tenho sido a única voz crítica à anulação entre os outros candidatos. Eles estão abraçados com a impunidade e esse modelo de corrupção", disse hoje em entrevista à rádio Jovem Pan.

Em abril de 2021, o STF declarou a parcialidade do ex-juiz ao condenar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na ação do triplex em Guarujá (SP).

Responsável por essa e outras condenações no âmbito da operação Lava Jato, o pré-candidato do Podemos voltou a defender a sua atuação como juiz e disse ser o único que defende a agenda anticorrupção na corrida presidencial.

"A gente precisa resgatar aquele espírito da Lava Jato que no fundo é a construção de um país mais justo, que ninguém está acima da lei. Esse discurso é o meu discurso. Nenhum outro desses pré-candidatos tem esse discurso porque eles não têm a credibilidade para oferecer isso", afirmou.

Moro disse, ainda, que considera as decisões do Supremo um "erro judiciário", e reforçou que a Corte não decretou a inocência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Sobre a composição do STF, Moro disse que, se eleito, vai indicar magistrados de carreira para as duas vagas que serão abertas no próximo mandato, por ser possível ver o "histórico da pessoa como juiz".

"Quero um firme compromisso com a legalidade, um juiz que tenha aquela visão de que existe o império da lei e que o império da lei é importante para democracia", disse.

"Que sejam juízes que respeitem os direitos humanos, os direitos fundamentais, mas que tenham um firme compromisso com o combate à corrupção e àquilo que está errado no nosso país", afirmou.

Em 2019, quando ainda era ministro da Justiça e Segurança Pública, o nome de Moro foi levantado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) como favorito a assumir uma vaga na Corte Suprema.

"Uma pessoa da qualificação do Moro se realizaria dentro do STF", afirmou Bolsonaro na ocasião, reforçando que Moro seria um "grande aliado da sociedade brasileira dentro do STF."