Senado rejeita moção de desconfiança contra governo Renzi

ROMA, 27 JAN (ANSA) - O plenário do Senado da Itália rejeitou nesta quarta-feira (27) uma moção de desconfiança contra o governo do primeiro-ministro Matteo Renzi apresentada no fim do ano passado pelo Forza Italia (FI), partido de Silvio Berlusconi, e pela legenda de extrema-direita Liga Norte.   

A medida para derrubar o gabinete do premier foi recusada por 178 senadores e aprovada por 101. Um parlamentar se absteve. Um texto semelhante do Movimento 5 Estrelas (M5S) também foi barrado. As moções haviam sido motivadas por um suposto conflito de interesses envolvendo a ministra para as Reformas Constitucionais Maria Elena Boschi, cujo pai, Pier Luigi, trabalhou em um pequeno banco salvo da falência por um decreto do governo. A própria Boschi era acionista da instituição financeira, o Banco Popular de Etruria.   

O caso ganhou força quando o aposentado Luigino D'Angelo, de 68 anos, se suicidou após ter perdido todas as suas economias com o processo de falência da empresa. Ele tinha investido nas chamadas "obrigações subordinadas", ativos de alto risco que, em caso de insolvência, só são pagos depois de todos os outros créditos devidos pela instituição.   

Depois de meses de crise no Etruria - e em outros três bancos do país -, o governo decidiu emitir um decreto para intervir nas companhias financeiras, evitando que correntistas e investidores de produtos comuns perdessem seu dinheiro, mas às custas de acionistas e donos de obrigações subordinadas.   

O poder Executivo se defendeu das acusações dizendo que exonerou o pai de Boschi do conselho de administração do Etruria no ano passado. Além disso, Pier Luigi foi multado em 144 mil euros pelo Banco Central da Itália por ter violado normas de transparência. A ministra não participou de nenhuma das reuniões do governo sobre o assunto.   

Em dezembro passado, a Câmara dos Deputados já havia rejeitado uma moção de desconfiança contra Boschi, que diz que sua família não teve vantagem, mas sim prejuízos, com a crise no Etruria.   

"Está acontecendo uma instrumentalização política compreensível, à qual estamos totalmente acostumados e que não nos assusta, mas totalmente desligada da realidade", declarou Renzi em seu discurso no Senado antes da votação desta quarta-feira (27).   

(ANSA)
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