Colômbia anuncia início de negociações de paz com o ELN

Em Bogotá

  • Federico Parra/AFP

    O negociador-chefe do governo da Colômbia, Frank Pearl (dir), dá entrevista na Chancelaria em Caracas (Venezuela), ao lado do general colombiano Eduardo Herrera Berbel

    O negociador-chefe do governo da Colômbia, Frank Pearl (dir), dá entrevista na Chancelaria em Caracas (Venezuela), ao lado do general colombiano Eduardo Herrera Berbel

O governo da Colômbia e o segundo maior grupo guerrilheiro do país, o Exército de Libertação Nacional (ELN), confirmaram nesta quarta-feira (30) o início formal de negociações de paz. 

O Brasil participará de  "mesa de conversas públicas" como parte do processo.

O anúncio foi feito por representantes dos dois lados em Caracas, na Venezuela, que disse estar "comprometida" com o fim da guerra civil na nação vizinha, que já dura mais de meio século.

"É um passo histórico que pode dar felicidade à Colômbia, à Venezuela, à região e à comunidade internacional", afirmou a chanceler venezuelana, Delcy Rodríguez.

A agenda de tratativas inclui seis pontos: participação da sociedade; democracia para a paz; vítimas; transformações para a paz; segurança para a paz e abandono das armas; e garantias para o exercício da ação política.   

Segundo o jornal colombiano "El Espectador", para chegar a esse ponto de abertura, que Bogotá chama formalmente de "fase exploratória", foram necessários mais de três anos de aproximação.   

O ELN é o segundo maior grupo guerrilheiro do país, com um contingente estimado em 1,5 mil militantes, atrás apenas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), que estão na complexa reta final das negociações de paz com Bogotá. 

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