Brasil e Itália discutem parcerias em infraestrutura

SÃO PAULO, 29 SET (ANSA) - Cerca de 70 empresários brasileiros e italianos se reuniram ontem (28) em Brasília para analisar a possibilidade de parcerias no setor de infraestrutura do Brasil.   

Os empresários italianos representaram 23 grupos das áreas de engenharia, construção, finanças, concessões rodoviárias e ferroviárias, além de fabricantes de equipamentos. Do Brasil, participaram representantes de 16 médias empresas, especialmente focadas nas áreas de construção e engenharia.   

O evento, realizado pelo Banco do Brasil e pela embaixada da Itália, com parceria com Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), contou com a participação do ministro interino do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, Dyogo Oliveira, com a do secretário do Programa de Parcerias de Investimentos, Moreira Franco, do presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, e do Presidente da CBIC, José Carlos Martins.   

Este foi o primeiro evento do gênero, em que empresários dos dois países avaliaram pilares do ambiente regulatório de concessões e possibilidades de constituir novos consórcios, para assim fazer deslanchar o Projeto Crescer, lançado recentemente pelo governo federal.   

Moreira Franco destacou as principais diretrizes que podem trazer novos investimentos para a infraestrutura, como a segurança jurídica dos contratos, o fortalecimento das agências reguladoras, a qualidade técnica e abrangência internacional dos editais, prazos adequados para as concorrências, aprovação prévia da viabilidade ambiental dos projetos, além de regras que proporcionem o equilíbrio técnico e financeiro dos contratos. "Vemos que as empresas que participam das concessões, em todas as áreas, são basicamente as mesmas. Queremos que existam possibilidades reais para todos os agentes, com muita transparência", disse Franco. "As empresas, sejam pequenas, médias ou grandes, brasileiras ou estrangeiras, precisam ter acesso às informações, aos dados, aos endereços onde as decisões são tomadas. Assim podem se sentir seguras em fazer o investimento", completou.   

Para o ministro interino Dyogo Oliveira, as agendas das reuniões visaram sobretudo à objetividade e ao debate de condições reais de negócios para que se viabilize a participação de novos agentes nas disputas pelas concessões. O ministro destacou a importância de se restabelecer a confiança dos agentes. "Temos muita confiança e otimismo na recuperação da economia brasileira. Confiança nos números anunciados, nas metas que serão cumpridas e também na relação entre empresários e o Estado. Toda a equipe do governo tem uma orientação muito clara para trabalhar de forma a restabelecer um ambiente favorável ao crescimento econômico", disse. (ANSA)
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