Após renúncias, prefeita de Roma anuncia novos assessores

ROMA, 30 SET (ANSA) - Após quase um mês de especulação, a prefeita de Roma, Virginia Raggi, escolheu nesta sexta-feira (30) os nomes dos dois assessores que farão parte do setor de Finanças e de parcerias público-privadas. Andrea Mazzillo será o assessor de Finanças - após a renúncia ao cargo de Marcello Minenna - enquanto Massimo Colomban liderará a pasta que cuida da gestão das parceiras. Os postos estavam vagos desde o dia 2 de setembro, quando Raggi demitiu a então chefe de Gabinete, Carla Ranieri, o que provocou uma demissão de cinco membros da Prefeitura - entre assessores e líderes de empresas públicas.   

Desde então, três pessoas que haviam sido sondadas para a pasta de Finanças, que atua diretamente com Raggi, desistiram de tentar o cargo por causa de problemas com o partido dela, o Movimento Cinco Estrelas (M5S).   

"Temos diante de nós desafios importantes e a contribuição de Mazzillo será preciosa visto sua experiências em finanças. Pedi a Mazzillo para assumir o cargo na junta não apenas por sua competência, mas também para afirmar que o Movimento coloca em campo os seus mais qualificados militantes", disse Raggi ao fazer o anúncio.   

Já o novo assessor afirmou que colocou-se "à disposição da administração". "O quanto antes apresentarei um programa para o próximo trimestre, compartilhado com os conselheiros, munícipes e comissão da capital competente. Paralelamente, começarão logo os trabalhos que nos levará à redação do próximo balanço de previsões", disse Mazzillo.   

O novo assessor é coordenador do staff da prefeita e foi um dos redatores do programa apresentado aos eleitores na campanha eleitoral para a Prefeitura. Antes de militar no M5S, no entanto, Mazzillo trabalhava para o rival Partido Democrático (PD), do premier Matteo Renzi, e fez campanha para vários candidatos do PD.   

No entanto, Raggi ainda tem que lidar com outro problema entre os assessores na pasta de Meio Ambiente. Por ter uma estrutura diferente dos partidos tradicionais, o M5S não permite a nomeação de pessoas que tenham enfrentado ou que estejam passando por processos judiciais relacionados a crimes com contas públicas.   

A assessora Paola Muraro é alvo de uma investigação por fraude, tráfico ilegal de lixo e abuso de poder enquanto trabalhava na AMA, a agência que gere a questão dos resíduos na capital.   

Muraro se diz inocente e afirmou novamente nesta sexta que não pretende renunciar ao cargo - podendo causar mais uma crise no governo Raggi. (ANSA)
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