Polícia divulga vídeo de Anis Amri em estação de Milão

ROMA, 27 DEZ (ANSA) - A polícia de Milão divulgou nesta terça-feira (27) um vídeo das câmeras de segurança da Estação Central da cidade que mostra o tunisiano Anis Amri, considerado o responsável pelo ataque em um mercado de Natal em Berlim, poucas horas antes de ser morto.   

A imagem mostra o terrorista se dirigindo para o exterior da estação às 00h58 local no dia 23 de dezembro. A gravação representa mais um passo na investigação das autoridades, que tentam reconstruir os movimentos de Amri.   

Durante seu trajeto, Amri passou pela estação de Lyon Part-Dieu, na França, onde havia comprado um bilhete para Milão, na Itália, com parada em Chambery, na região francesa de Savoia.   

Depois de passar por Lyon e Chambery e antes de chegar em Turim, o tunisiano havia parado também em Bardonecchia e Settimo Torinese, na região de Piemonte, na Itália. Logo após, pegou um ônibus até a Estação Central de Milão e seguiu para Sesto San Giovanni.   

Anis Amri foi morto na última sexta-feira (23) por dois policiais de Milão, em uma operação de rotina. O tunisiano de 24 anos de idade era considerado o principal suspeito pelo atentado em Berlim, que deixou 12 mortos e foi reivindicado pelo grupo jihadista Estado Islâmico (EI).   

Segundo o jornal "Bild", que cita os resultados da autópsia, o polonês Lukasz Urban, que também estava dentro do caminhão, foi baleado na cabeça "entre 16h30 e 17h30 locais, o que significa que ele ainda poderia estar vivo quando Amri atropelou a multidão no mercado", escreveu.   

No entanto, "os médico excluem que Urban tenha sido capaz de agir com consciência para segurar o volante durante o ataque. Na primeira reconstrução, ele teria feito o caminhão derrapar, salvando assim muitas outras pessoas", concluiu a publicação.   

As autoridades da Itália e da Alemanha ainda estão investigando os detalhes do atentado e por que o tunisiano foi para a Itália enquanto ele passa por autópsia. Segundo as autoridades, uma das hipóteses é que exista uma célula terrorista em Sesto San Giovanni ou que Anis Amri buscasse apoio e cobertura de algum extremista perto de Milão.   

"É a primeira vez que um terrorista morre na Itália e, certamente, a polícia se tornou o principal alvo. Não vamos esquecer que dois policiais foram mortos na França. Nós somos a vitrine do Estado", afirmou o italiano Maurizio Vallone, chefe do departamento de segurança pública ao jornal "Corriere della Sera".   

"Devemos ter um cuidado especial para tomar todas as iniciativas possíveis de autodefesa". "Além de todos os trabalhadores em todas as cidades, nós temos 1800 pessoas para melhorar os serviços quando o governo quiser", completou Vallone.   

A polícia alemã e italiana também estão examinando a arma calibre 22 Além disso, foi constatado que Amri estava em contato com um sobrinho por meio do aplicativo Telegram. Ontem (26) uma operação das Forças de segurança da Tunísia desmantelou uma célula terrorista composta por três membros entre 18 e 27 anos, incluindo o sobrinho de Amri. O grupo estava operando entre Fouchana e Queslatia. O sobrinho do terrorista confessou, em interrogatório à polícia, ter conversado com seu tio pelo aplicativo de mensagens Telegram.   

O aparelho de celular de Amri foi encontrado dentro do caminhão, junto com um chip, seus documentos, assim como suas digitais e pegadas que estão sendo analisadas. O jovem tinha jurado lealdade ao Estado Islâmico em um vídeo divulgado pela própria organização nas redes sociais. A Alemanha tentou localizar o suspeito, que já tinha ficado preso na Itália por quatro anos e estava na lista dos agentes de segurança dos Estados Unidos. Os dois policiais de Milão que mataram o terrorista não sabiam de que se tratava do suspeito do atentado.   

Amri já tinha passado pela Itália antes de cometer o atentado em Berlim. Ele deixou seu país em 2011, no entanto, as autoridades italianas prenderam o jovem por crimes menores e ele ficou preso até 2015.   

Após cumprir a pena, ele deveria ser extraditado, mas fugiu para a Alemanha. De acordo com o irmão dele, Abdelkader Amri, o tunisiano pode ter sido radicalizado durante o período em que ficou preso na Itália. (ANSA)
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