Países árabes cortam relações diplomáticas com Catar

DUBAI, 5 JUN (ANSA) - Em uma crise diplomática sem precedentes, seis países árabes anunciaram o corte nas relações diplomáticas com o governo do Catar nesta segunda-feira (5) sob a alegação do país estar desestabilizando a região e patrocinando grupos terroristas.   

Arábia Saudita, Bahrein, Líbia, Iêmen, Egito e os Emirados Árabes Unidos anunciaram o fechamento de fronteiras terrestres e aéreas e deram 48 horas para que os diplomatas do país deixem as seis nações. Já os turistas que vieram do Catar terão até duas semanas para deixar os territórios.   

A Arábia Saudita acusou as tropas catarianas de terem atuado no conflito do Iêmen e de "apoiar e proteger numerosos grupos terroristas que minam a estabilidade da região, como a Irmandade Muçulmana, o Daesh [Estado Islâmico] e a Al-Qaeda" enquanto o Bahrein acusa o governo de "apoiar as atividades terroristas armadas e com financiamentos ligados a grupos iranianos".   

Por conta disso, os militares do Catar foram excluídos da coalizão árabe que ataca os rebeldes no Iêmen há cerca de um ano.   

Entre os primeiros afetados desse "isolamento", estão os voos da companhia aérea Qatar Airways, uma das mais luxuosas do mundo, que já teve dezenas de voos afetados.   

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores do Catar informou que "lamenta" a decisão "injustificada" por parte de alguns países árabes de interromper as relações diplomáticas, sendo que a medida "não tem base de fato".   

O conflito, considerado muito grave por especialistas, está ligado mais uma vez a eterna crise diplomática entre Arábia Saudita e Irã, que são os maiores países da região e tem posições opostas em quase todos os conflitos mundiais.   

A decisão dessa segunda-feira vem após uma série de atitudes contrárias aos catarianos por Arábia Saudita, Egito, Bahrein e EAU. Há cerca de duas semanas, os governos desses países desativaram sites catarianos locais, incluindo aquele da emissora Al-Jazeera, sob a acusação de promoverem "notícias falsas" Coincidentemente ou não, a decisão ocorre menos de duas semanas após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, visitar os líderes de Arábia Saudita e do Egito, Abdel Fattah al-Sisi em sua primeira viagem internacional.   

- Fifa acompanha o caso: Com a Copa das Confederações de 2021 e a Copa do Mundo de 2022 no país, os altos dirigentes da Fifa anunciaram que acompanham o caso e que tudo está em análise.   

"Foram informados sobre a situação, mas ainda é prematuro fazer qualquer comentário. Analisaremos se uma reação por parte da Fifa será desejável em breve", informou o chefe da comunicação da Fifa, Fabrice Jouhaud.   

O maior temor é em referência às questões logísticas e de transporte das obras que estão em andamento no Catar para sediar as competições. (ANSA)
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