Eleições/Luis Lorenzato, candidato à Câmara da Itália (2)

SÃO PAULO, 21 FEV (ANSA) - Um dos projetos que ficaram pendentes na última legislatura italiana foi o do jus soli. Se eleito, o senhor defenderá a aprovação dessa lei? Não, não apoiarei e sou totalmente contrário, porque os filhos de estrangeiros que nascem na Itália têm as garantias legais de residência, de trabalho, de estudo, e podem optar, na maioridade, pela cidadania italiana. Eu acho que a Itália, como é um Estado novo, que tem como base a etnia italiana, a cultura italiana, a tradição italiana, toda essa riqueza imensa cultural, ela tem que ser preservada, e as pessoas, ao terem essa vivência na Itália, podem optar por ser italianas também.   

Nos últimos anos, a Itália foi destino de um dos maiores deslocamentos em massa desde a Segunda Guerra Mundial. Qual, na visão do senhor, deve ser a postura do governo para lidar com a crise migratória e de refugiados no Mediterrâneo? Toda imigração é bem-vinda, desde que legítima, legal e solicitada. Ninguém vai achar ruim receber uma imigração capacitada, com vontade de trabalhar, com capacidade técnica, como nós fizemos no Brasil, na Argentina e no Chile. O que não podemos admitir, em hipótese alguma, é o tráfico humano, no qual o pobre africano ou o pobre oriental paga US$ 3 mil, 4 mil, para atravessar o mar. Metade dessas pessoas morre afogada, e a outra metade que chega encontra o sofrimento. Sou totalmente contra essa política de esquerda que tentou invadir a Europa, de maneira terrível, atacando principalmente a nossa Itália.   

Quem é o candidato ou candidata do senhor a primeiro-ministro nas eleições de março? Matteo Salvini. Eu queria deixar claro, é uma coisa importante: a minha família foi a fundadora da Lega Italica, no ano 1000 na Itália. A Lega é muito mais que um partido. Nossa família, da casa de Ivrea, fundou a Lega Italica, que unificou a Itália no ano 1000 e que lutou também por uma Itália soberana e independente da Alemanha. Estou na Lega Nord porque entendo que ela tem as melhores condições para aprimorar a Itália, mesmo porque ela governa as duas regiões mais importantes da Itália [Lombardia e Vêneto], então é um peso realmente muito importante para a Itália. (ANSA)
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