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Conteúdo publicado há
4 meses

Ministra da Educação italiana admite que ensino a distância atingiu limite

Em Roma

11/01/2021 12h57

A ministra da Educação da Itália, Lucia Azzolina, admitiu hoje que o ensino a distância chegou ao limite nas escolas do país.

Os colégios italianos de ensino médio vêm realizando aulas 100% online desde o início de novembro, quando o primeiro-ministro Giuseppe Conte restabeleceu medidas restritivas para conter a segunda onda da pandemia do novo coronavírus.

Apenas três das 20 regiões do país (Abruzzo, Toscana e Vale de Aosta) reabriram as chamadas "escolas superiores" hoje.

"Nas regiões da faixa amarela [a primeira na escala de risco da pandemia], tudo está aberto, menos a escola superior, e isso cria profundas cicatrizes, os jovens precisam desafogar seu lado social. Estou muito preocupada, hoje a didática a distância não pode mais funcionar, tem um blecaute da socialização, os jovens estão irritados, desorientados", disse Azzolina à emissora pública Rai.

Segundo a ministra, os colégios de ensino médio já estão prontos para reabrir, mas isso depende de autorização dos governos regionais. "Peço a todos que tratem as escolas como as atividades produtivas", acrescentou.

Atualmente, 15 das 20 regiões da Itália estão na faixa amarela, que permite a abertura do comércio e de restaurantes, embora com limitações no horário de funcionamento. O governo já autorizou a retomada das aulas presenciais de ensino médio com 50% da capacidade, mas a maioria das regiões preferiu adiar a reabertura.

Em Roma, jovens organizaram aulas e assembleias em frente a seus colégios nesta segunda-feira para protestar contra o fechamento das escolas superiores. "Pedimos a reabertura imediata de todos os colégios porque estamos exaustos. Não dá mais para adiar", disse a estudante Francesca.

O governo italiano já estuda incluir professores entre as categorias prioritárias na campanha de vacinação contra o novo coronavírus para acelerar a plena retomada das atividades escolares. Atualmente, estão sendo imunizados apenas trabalhadores da saúde e hóspedes de asilos.

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