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Senadora italiana é suspensa por ir trabalhar sem passe de saúde

Na Itália é obrigatória a apresentação do certificado sanitário por todos os trabalhadores dos setores público e privado -
Na Itália é obrigatória a apresentação do certificado sanitário por todos os trabalhadores dos setores público e privado

19/10/2021 14h46

ROMA, 19 OUT (ANSA) - Uma senadora italiana foi suspensa por 10 dias nesta terça-feira (19) após entrar no prédio do Senado em Roma sem um certificado sanitário anti-Covid, cuja apresentação é obrigatória em todos os locais de trabalho.

Laura Granato, que pertence ao partido "Alternativa C'è", formado por dissidentes do Movimento 5 Estrelas (M5S) e do Grupo Misto, se recusou a mostrar o passaporte sanitário e entrou no Palazzo Madama para participar de uma sessão da Comissão de Assuntos Constitucionais.

"Não vou mostrar o passe verde", disse Granato, fazendo referência ao certificado concedido a pessoas vacinadas, curadas da doença ou com testes negativos.

Apesar da falta do comprovante, a senadora de 51 anos foi autorizada a entrar no local, mas na sequência foi denunciada.

Ontem, ela já havia expressado sua intenção de desobedecer a regra, reivindicando o seu estatuto de "cidadão e não súdita" e rejeitando o que considera "a carta de obediência".

A punição foi anunciada no início da sessão parlamentar pela presidente do Senado, Maria Elisabetta Alberti Casellati, que explicou que foi aprovada uma suspensão de 10 dias para todos que não apresentarem o documento na entrada do Palazzo Madama e nos edifícios adjacentes pertencentes ao Senado.

Desde o último dia 15 de outubro, está em vigor na Itália o decreto que obriga a apresentação do certificado sanitário anti-Covi por todos os trabalhadores dos setores público e privado.

A medida é uma forma encontrada pelo governo do premiê Mario Draghi de estimular a vacinação contra o novo coronavírus, mas sem torna-la obrigatória, o que provocaria uma ruptura dentro da coalizão de união nacional que sustenta o Executivo.

A iniciativa, porém, gerou inúmeros protestos em todo o território italiano, sendo que no Porto de Trieste, um dos principais do país, foi preciso a polícia intervir e desalojar um grupo de manifestantes. (ANSA)

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