Dilma promete esforço coordenado de países latino-americanos contra zika

Ruth Costas

Enviada especial da BBC Brasil a Quito, Equador

A presidente Dilma Rousseff anunciou nesta quarta-feira, em Quito, que os países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) concordaram em cooperar no combate ao zika vírus.

Segundo Dilma, a proposta - que foi iniciativa dela própria - foi feita durante a reunião de presidentes, primeiros-ministros e outros representantes dos 33 países-membros da Celac, na quarta cúpula do bloco, que está sendo realizada na capital equatoriana.

"Na minha intervenção, eu propus que tivéssemos também uma ação de cooperação no combate ao zika vírus", disse Dilma. "Vários países da região têm grande experiência no combate à dengue porque a dengue é típica de países tropicais ou subtropicais como os nossos."

Segundo Dilma, ficou acordado que os ministros da Saúde dos países-membros da Celac devem se reunir para discutir o tema.

O surto de zika também deve ser debatido em uma reunião do Mercosul, marcada para esta terça-feira, e para a qual também teriam sido convidados integrantes da Celac.

"Vamos abrir essa reunião do Mercosul para todos os países da Celac ou da Unasul que quiserem comparecer", afirmou Dilma, anunciando em seguida que, em função da importância do assunto, ela própria está "pensando" em ir ao encontro, apesar de ele ser de nível ministerial.

Na segunda-feira, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que o zika vírus pode se espalhar por todo o continente latino-americano.

Um total de 21 países da região já confirmaram casos da doença, transmitida pela picada do mosquito Aedes Aegypti e de mãe para bebê, no caso de gestantes (embora também estejam sendo estudados outros meios de transmissão).

"Nós vamos todos fazer um esforço, vamos cooperar também na área de pesquisa científica e tecnológica. Sabemos que a única forma de cooperar agora é difundirmos entre nós as melhores práticas ou tecnologias de combate ao vírus", disse a presidente, acrescentando que serão feitos "dias da faxina" no Governo Federal para eliminar focos de reprodução do mosquito.

Lava Jato

As declarações de Dilma foram feitas durante uma entrevista coletiva em um intervalo da Cúpula da Celac.

Questionada por jornalistas brasileiros, Dilma se "recusou" a comentar se a nova fase da operação Lava Jato estaria se aproximando do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Ao contrário do (que ocorria no) mundo medieval, (hoje) o ônus da prova é de quem acusa", disse.

"Houve um grande avanço no mundo civilizado a partir de todas as lutas democráticas, então não vou responder isso."

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