'Não casei com uma cobra': bombeiro malaio nega história que viralizou nas redes sociais

  • Abu Zarin Hussin

    Abu Zarin Hussin tira selfie com uma das suas quatro cobras; ele diz que tenta entender o comportamento do réptil

    Abu Zarin Hussin tira selfie com uma das suas quatro cobras; ele diz que tenta entender o comportamento do réptil

Um bombeiro malaio afirma não ser verdadeira a história que o tornou famoso nas redes sociais de todo o mundo: a de que ele teria se casado com sua cobra de estimação.

No começo do mês, os tabloides do Reino Unido publicaram a notícia de que Abu Zarin Hussin havia se unido ao réptil por acreditar que o animal era "a reencarnação da sua namorada".

Hussin é responsável por ensinar bombeiros do Estado de Pahang, o terceiro maior da Malásia, a capturar e lidar com cobras.

"Estou sempre trabalhando com cobras e treinando outros bombeiros no manejo e resgate", explicou ele.

Casado, ele explicou que a sua mulher "não se importou" com a história que viralizou, pois sabe que tudo não passa de uma "notícia falsa".

Hussin contou à BBC que "ficou muito decepcionado" com as reportagens, que usaram fotos da sua página no Facebook.

A reportagem foi publicada pela primeira vez pelo tabloide britânico Daily Mirror, no dia 10 de novembro. No dia seguinte, foi reproduzida no Daily Mail.

Na internet, o Mirror Online afirmou que Hussin havia "encontrado uma cobra que tinha 'uma incrível semelhança'" com uma falecida namorada.

"Agora, ele vive ao lado de uma cobra de três metros, acreditando que ela é a sua falecida amada - segundo a crença budista de que as pessoas podem reencarnar como animais", informou o jornal.

Mais um detalhe: Hussin, de 31 anos, não é budista, mas muçulmano.

"As fotos são minhas. Eles usaram as minhas fotos e começaram a inventar histórias, dizendo que eu tinha casado com uma cobra", disse o bombeiro ao jornal Malaysia Star.

Nick York, da agência Exclusivepix, que vendeu a história para o Mirror Online, disse que as informações foram passadas por um "jornalista britânico na Tailândia".

Esse jornalista, cujo nome não foi revelado, trabalharia para a imprensa tailandesa e teria sido o primeiro a publicar a história.

"O jornalista disse ter confirmado a história e, se a informação dele está incorreta, nós apenas informamos o que ele acreditava ser verdade depois de ter feito sua própria apuração", disse York.

Hussin contou que cuida hoje de quatro cobras - seu objetivo é tentar entender o comportamento delas.

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