'Meu filho me deu um colar de diamantes e depois se juntou ao Estado Islâmico'

  • Arquivo pessoal via BBC

    Jovem britânico de 19 anos, único menino entre cinco filhos da família, saiu de casa para trabalhar e sumiu; na semana seguinte veio uma mensagem: 'Por favor não se preocupem. Eu amo vocês mais do que nunca'

    Jovem britânico de 19 anos, único menino entre cinco filhos da família, saiu de casa para trabalhar e sumiu; na semana seguinte veio uma mensagem: 'Por favor não se preocupem. Eu amo vocês mais do que nunca'

Se a segunda-feira, dia 1º de junho de 2015, tivesse sido um dia normal de trabalho para Rasheed Benyahia, ele teria saído de casa muito mais cedo que o resto da família, correndo atrás do ônibus. Essa era a vida que o jovem de 19 anos levava como aprendiz de engenheiro elétrico em Birmingham, na Inglaterra.

Mas nesse dia ele não cumpriu a jornada normal de trabalho. Ele saiu de casa e seguiu para uma das regiões mais militarizadas do mundo - a zona de guerra entre a Turquia e a Síria.

Rasheed tinha se voluntariado como soldado estrangeiro do grupo extremista que se autodenomina Estado Islâmico - sabendo que teria poucas chances de voltar.

História

Rasheed Salah Benyahia nasceu em 26 de abril de 1996, o único menino entre cinco filhos. Sua mãe, Nicola, cresceu no País de Gales. Ela teve uma infância complicada e se converteu ao Islã quando ainda era jovem - encontrou na fé e na religião a sua paz. Casou-se com um argelino e ficou com o sobrenome dele, construindo uma família feliz em Birmingham.

"O Islã é parte do nosso dia a dia", disse Nicola. "Nós rezamos e jejuamos, mas não vamos muito além disso. Minha família não é muçulmana e eu tenho uma ligação forte com meus irmãos, então acredito que é importante ser um pouco liberal e aberto quando o assunto é a fé. Eu sempre falei com meus filhos sobre o fato de minha família não ser muçulmana. Era importante para mim que eles percebessem que podiam fazer parte de uma comunidade muçulmana, mas que iriam conviver com pessoas que não eram muçulmanas."

Reprodução via BBC
Nicola se converteu ao islamismo, mas não se via como muçulmana: 'era importante para mim que meus filhos percebessem que poderiam fazer parte de uma comunidade muçulmana, mas que iriam conviver com pessoas que não eram muçulmanas'

Quando criança, Rasheed jogava futebol e lutava caratê. Mais tarde, optou por começar um curso técnico e foi ser aprendiz de engenheiro elétrico - tinha adrenalina demais para ficar o dia todo numa sala de aula na faculdade. Ele dizia sonhar em ter seu próprio negócio.

Aos poucos, foi se interssando por política e religião e mostrou querer expressar seus próprios pontos de vista. Na família Benyahia, ele cresceu seguindo as preces tradicionais de sexta-feira com o pai - mas elas eram muito mais um evento social do que religioso.

A mudança dele veio em 2014. Seus pais perceberam uma alteração na forma como Rasheed via o mundo, mas creditavam isso à transição natural do "menino" para o "homem" que estava se tornando. O garoto se afastou da mesquita local dizendo à família que queria frequentar outra, com mais gente jovem.

Depois, do nada, chegou a perguntar à sua mãe se ela poderia encurtar suas calças - um sinal de observância religiosa. Ela até estranhou, mas não deu muita bola.

"Como uma pessoa que se converteu, eu não sabia tantas coisas sobre as tradições", disse Nicola. "Sou muito ocidental e criei meus filhos assim."

"De alguma forma sabia que algo estava mudando nele. Meu marido e eu estávamos passando por um período difícil - qualquer casamento longo tem esses altos e baixos. Mas acho que isso mexeu com Rasheed e ele estava tentando achar um lugar onde se encaixaria melhor."

Nicola notou também que seu filho se tornara mais introvertido. Ele não queria mais compartilhar seus sentimentos - e estava mais agressivo em algumas situações.

Naquele ano, em 2014, a família viajou de férias para a Turquia, e o grande assunto ali era a guerra civil na vizinha Síria. Naquele verão, a foco estava sobre um homem com aparência austera falando para as massas: Abu Bakr al-Baghdadi, que se proclamava líder, ou califa, de um grupo chamado "Estado Islâmico".

Para muitos, o surgimento desse grupo era apenas mais um capítulo de uma guerra civil que parecia interminável.

Mas para muitos muçulmanos, principalmente os mais jovens, o Estado Islâmico parecia ter um forte apelo.

Àquela altura, vários soldados estrangeiros já haviam atendido o chamado para a jihad (guerra santa), partindo em massa para a região. Quanto mais aumentava o contingente da organização, mais combatentes aderiam, incluindo centenas do Reino Unido.

Mas como Baghdadi conseguiu recrutar tanta gente? Basicamente, usando a narrativa do "nós contra eles" misturada a slogans religiosos retirados do contexto original. Centenas de jovens do mundo inteiro, curiosos e insatisfeitos com o que ouviam em casa, encontravam ali respostas a seus anseios. Ainda mais depois que a máquina do Estado Islâmico ganhou força na internet e as redes sociais.

Respostas

Nicola lembra que Rasheed mostrou grande interesse pelo grupo.

"Algo havia sido inflamado em Rasheed", disse Nicola, dizendo que o filho reclamava sobre a matança de inocentes na Síria e dizia que alguém tinha que fazer alguma coisa.

Eles respondiam dizendo que havia muito a ser feito dali mesmo, do Reio Unido, para ajudar, por meio de caridade, campanhas e pressão política.

Mas alguns meses depois, por volta do Ano Novo de 2015, essas demandas sumiram.

"De repente, ele não tinha mais opinião sobre nada. Simplesmente parou."

"Eu falei sobre isso com meu marido e pensei: finalmente, ele saiu dessa fase. Me senti aliviada, graças a Deus."

Presente

O humor de Rasheed havia mudado. Tanto que surpreendeu a mãe com um presente extraordinário. Morando com os pais desde que havia começado o trabalho de aprendiz, o jovem havia economizado um dinheiro. E o gastou em um colar de diamantes para Nicola, que deu com um bilhete: "Não importa quanto ouro ou quantas pedras preciosas são usadas. Elas nunca serão o bastante para mostrar quão preciosa você é para mim."

Na sexta, dia 29 de maio de 2015, Rasheed saiu de casa cedo como sempre - e não era esperado de volta até tarde. Depois do trabalho, ele iria encontrar com amigos, ir à mesquita para as preces, depois ir à casa de um deles à noite. Às vezes o próprio pai iria buscá-lo, mas isso não aconteceria antes de 10 da noite.

Nicola não conseguia ver nada de anormal naquele dia até que seu marido tentou contatar Rasheed. E nada. Talvez o celular estivesse sem bateria, pensaram. Ligaram, então, para os amigos dele. Nada também, eles não o tinham visto o dia todo.

"Eu fiquei em pânico", conta Nicola. "Achei que ele tivesse sido assaltado, que estivesse sangrando largado em algum lugar. Quando se atrasava 10 minutos, ele ligava para me dizer onde estava."

Ao checar o WhatsApp, perceberam que o celular de Rasheed ainda estava online. Tentaram ligar para ele novamente.

"Recebi uma mensagem em que ele dizia que estava com um amigo. E respondi que sabia que ele não estava com amigos, porque já havíamos checado. Aí o celular morreu. Eu não estava convencida de que era ele. Achei que alguém tivesse roubado seu celular."

Quando os pais ligaram para a polícia para relatar o desaparecimento do filho, o policial tentou acalmá-los dizendo que isso era normal, que jovens "desapareciam" por algumas horas e depois voltavam.

"Provavelmente ele está com uma namorada secreta ou algo do tipo. Ele vai voltar", disseram.

Checaram os hospitais. Nada. Checaram com os amigos dele de novo. Nada.

E quando chegou o fim de semana, nada fazia sentido. Ninguém dormiu. O sábado veio e foi embora, assim como o domingo. Segunda era dia de trabalho - e, ainda assim, nada do rapaz aparecer.

Foi então que veio a mensagem. "Eu estou bem, seguro e em boas mãos, por favor não se preocupem comigo. Peço desculpas, ficarei sem telefone por 30 dias, mas por favor saibam que eu nunca colocaria ninguém nisso se não soubesse a recompensa. Eu peço a Alá para protegê-los e recompensá-los com o melhor dos paraísos. Por favor não se preocupem. Eu amo vocês mais do que nunca."

Nicola ordenou que Rasheed lhe dissesse onde estava. Ele não respondeu mais e a conexão foi perdida. Mas no fundo, ela já sabia. Ela acompanhava as notícias sobre jovens desaparecendo de Birmingham para viver suas "fantasias de vídeo game" em um campo de batalha no deserto.

Síria

Ela sabia que ele estava na Síria. Na mensagem, Rasheed havia dito que ficaria sem celular por 30 dias, mas demorou mais que o dobro disso para ligar novamente.

Quando voltaram à polícia depois disso, a coisa foi diferente. Em poucos minutos, estavam frente a frente com os oficiais da Unidade AntiTerrorismo.

Não era o primeiro caso do tipo que aparecia por lá. Rasheed havia seguido um "roteiro" já comum e bem conhecido por eles. O garoto desapareceu em um dia em que sabia que sua falta não seria notada por algumas horas para aumentar as chances de conseguir chegar até a Turquia sem ser notado.

Ele cruzou a fronteira - e provavelmente teve a ajuda de contrabandistas que apoiam o EI para isso - e obteve permissão para fazer o contato com sua família confirmando que estava bem e em segurança, antes de ser enviado para um acampamento para treinamento militar e doutrinação. Seu celular foi retirado dele.

Segundo a polícia, os soldados recrutados para lutar na Síria em geral viajam em grupo - então poderia haver outros preparados para sair. Isso pode ser enquadrado como terrorismo: quando uma pessoa pega em armas para se juntar a uma guerra civil fora do país. Os policiais tinham o dever de fazer o que estivesse ao seu alcance para prevenir que outros jogassem fora suas vidas.

Cerca de dezenas de policiais foram vasculhar a casa da família. Eles procuraram ppor pistas em papéis, gavetas, camas, tudo.

"Não havia nada que estivesse faltando no seu quarto. As roupas sujas ainda estavam no chão, sua escova de dente ainda estava ali. A única coisa que não estava ali eram as calças e outros equipamentos que usava para trabalhar", disse a mãe.

Algumas semanas depois, a polícia bateu na porta com novidades: eles haviam identificado Rasheed em imagens de câmeras de segurança.

"Na imagem do aeroporto, ele estava usando roupas diferentes, estava usando um casaco de lã, tinha uma mala e usava chinelos antigos, que ele tinha desde os 17 anos. Eu não sei como seus pés couberam nesses chinelos."

Depois de ter saído de casa naquele fatídico dia, Rasheed parou em um caixa eletrônico, depois pegou um trem para o aeroporto. À tarde, ele já estava voando rumo à Turquia.

Radicalização

Mas como ele havia se tornado tão radical?

Nicola foi lembrando como Rasheed começou a mudar - de maneira sutil, mas constante, a partir de 2014. A família havia tido discussões sobre o califado e a guerra civil na Síria. Eles ouviram o jovem dizer que "algo precisava ser feito para ajudar".

Mas havia mais. Ele havia falado sobre começar a frequenter círculos de estudo sobre os Islamismo em lugares bem longe de casa. Além disso, também mencionou que gostaria de participar da chamada "dawah" na cidade - é o tipo de divulgação da religião islâmica que acontece nas ruas com homens e mulheres distribuindo leituras muçulmanas. É uma forma de trabalho missionário para converter outras pessoas ao Islã.

Existem dois tipos de dawah, porém. Um deles é bem similar às pregações de grupos cristãos nas ruas. O segundo, no entanto, é mais ligado a grupos extremistas politizados, que usam o discurso retórico do "nós e eles".

A família havia questionado esse desejo de Rasheed de participar desses eventos sem saber com quem ele estaria se envolvendo ou o que essas pessoas representavam e até mesmo onde elas poderiam levar seu filho. Depois de algumas discussões, ele pareceu ter aceitado o conselho.

Mas não foi isso que aconteceu.

Foi ficando cada vez mais claro que, durante 2014, Rasheed esteve quebrando a cabeça para descobrir o que poderia fazer sobre a Síria. Mas os pais viram esse momento como apenas uma fase passageira de revolta de adolescente.

Nicola acredita agora que seu filho resolveu ir para a Síria no Ano Novo de 2015, justamente quando a presenteou com o colar de diamantes. "Acho que esse era um presente de despedida para mim. Acho que ele já havia tomado a decisão de ir - e esse era seu jeito de dizer isso."

"E a tranquilidade dele, eu entendo agora. É uma das táticas dos recrutadores. Eles dizem aos soldados para evitar tensões, para não chamarem a atenção e para apenas aceitarem o que seus pais queriam."

Contato

Quando cruzou a fronteira para a Síria, Rasheed prometeu que entraria em contato com os pais novamente em 30 dias. Passaram-se 64. A família estava vivendo um tormento. Foi então que no dia 4 de agosto, ele ligou para a mãe.

Mesmo furiosa, ela evitou brigar com o garoto, quis apenas conversar com Rasheed, na esperança de convencê-lo.

Nas semanas que se seguiram, ela buscou ajuda de um especialista alemão que a aconselhou sobre como falar com o filho quando ele a procurasse.

Rasheed e Nicola conversavam frequentemente, por mensagem e por telefone. Nicola perguntava se ele estava bem e evitava questioná-lo coisas específicas sobre o EI. Ela não desafiava seu pensamento. Apenas conversava com seu filho como se ele tivesse se mudado para uma outra cidade, como se tivesse ido para a universidade.

Ele contava sobre a vida em Raqqa (a autodenominada "capital" do EI), retratando a rotina como se fosse normal. Não falava sobre qualquer barbaridade do EI. Mas conversava sobre seus inimigos.

Rasheed falou também com seu pai em algumas ocasiões, mas ele fez a pergunta que Nicola não queria fazer: quando ele iria para o combate? Rasheed não sabia, estava esperando ser convocado.

Quando Rasheed deixou escapar para sua mãe que um líder do EI havia feito uma proposta de encontrar uma noiva jihadista para ele - uma adolescente da Argélia -, Nicola precisou se segurar para não dizer nada.

"Ele chegou a me perguntar o que eu achava disso e eu lembro ter dito: agora você quer saber minha opinião? Você está na Síria, você tomou sua decisão e agora vem me perguntar minha opinião?"

"Apesar de ele ter tomado essa decisão gigantesca de homem, ele ainda era aquele menino que precisava pedir permissão para a mãe. Ele estava mais nervoso com o fato de conhecer a garota do que com a ida para o combate."

Combate

Em setembro, quatro meses depois de sua chegada à Síria, Rasheed anunciou que ficaria "offline" de novo - desta vez por um mês. Todo mundo achou que ele estava sendo levado para o combate. Mas quando ele retomou o contato, sete semanas depois, algo havia mudado.

Rasheed admitiu ao seu pai que havia ido "visitar Bashar al-Assad (presidente da Síria)" - um código para dizer que participou de um ataque às forças de governo sírias. Ele esteve em um bunker e presenciou algumas mortes.

No fim de outubro, Rasheed usou o Skype para falar com seu pai e sua mãe ao mesmo tempo. Ele havia perdido peso. A conversa foi leve, eles sorriram bastante um para o outro. E então ele confirmou que estava recebendo ordens para ir à mesquita central em Raqqa, o ponto de encontro para os combatentes estrangeiros.

No dia seguinte, Rasheed tentou ligar para Nicola, que estava no trabalho. Ele começou a entrar em pânico, mandou mensagens para o pai e as irmãs perguntando sobre a mãe.

Nicola conseguiu sair do trabalho e falar com ele ao telefone. Depois da conversa, ela enviou uma mensagem dizendo que eles se encontrariam novamente um dia. Os tracinhos azuis do Whatsapp indicavam que o garoto havia lido.

Na sexta-feira, dia 20 de novembro, veio a notícia. Rasheed havia sido morto perto de Sinjar, uma posição-chave do EI na fronteira com o Iraque. Ele foi atingido por estilhaços em um ataque de drones.

Um combatente jihadista ligou para comunicar a morte. Ele falou rapidamente com Nicola, apenas confirmando a morte de seu filho. E não usou o nome real de Rasheed, mas sim seu nome no EI, o "Mártir", Abu Huraira Albritani.

Ação

Faz um ano que Rasheed Benyahia morreu. O Estado Islâmico está sofrendo revézes no Iraque e na Síria - e muitos prevêem sua implosão.

Nicola quer usar a morte de seu filho para prevenir que outras mães sofram o que ela sofreu. A ideologia jihadista está viva e outros grupos continuarão a fazer o recrutamento de soldados, mesmo se o EI sucumbir.

Por isso, Nicola está lançando o "Famílias pela Vida", um braço britânico para a rede que o especialista alemão que a ajudou, Daniel Koehler, criou para "desradicalizar" extremistas. Ela está buscando outras pessoas que passaram por situações similares à de sua família para que possam trabalhar juntos desafiando o extremismo de todas as formas.

A ideia é contar suas histórias, mostrar aos jovens para onde a rota do extremismo pode levar, estimulá-los a pensar por si próprios.

Rasheed Benyahia já foi um garoto alegre, que ria o tempo todo e vivia uma vida tranquila em Birmingham. Ele morreu como um jihadista. Quando viajou para a Síria, já se sabia que o EI estuprava mulheres, executava reféns e assassinava muçulmanos inocentes que não concordavam com eles.

Mas então Rasheed apenas recebeu o que mereceu?

"As pessoas chegaram a me dizer isso. Sim, ele tomou sua decisão. Foi lá e arcou com as consequências. Se eu conseguisse recuperá-lo, eu já havia dito à polícia que ele deveria ser punido. Era preciso que pagasse pela decisão que havia tomado."

Mas, ao mesmo tempo, ela diz que uma punição não é o suficiente. É preciso haver um esforço conjunto para acabar com esse movimento que sugava as pessoas para o culto à morte e ao jihadismo, diz ela.

"Nós chamamos o que aconteceu com Rasheed de radicalização, mas é algo muito similar ao aliciamento", disse Nicola. "Sua vulnerabilidade foi manipulada por trás de uma ideia: 'existe um califado e, se você não fizer essa jornada, você não é um fiel, não é um bom muçulmano'."

Nicola já começou seu trabalho e agora usa todas as oportunidades que pode para falar aos jovens sobre isso.

"Se não começarmos a falar com a nossa juventude, com nossos jovens, eles irão procurar essas respostas lá fora. Os recrutadores estão esperando."

"Meu filho foi uma vítima. Eu me recuso a ser uma vítima do EI. Temos que começar a falar sobre isso."

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