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Ataques do Irã: quais bases dos EUA foram alvo dos mísseis

Base americana Al-Asad foi atingida por vários foguetes lançados pelo Irã - Reprodução
Base americana Al-Asad foi atingida por vários foguetes lançados pelo Irã Imagem: Reprodução

08/01/2020 12h24

O Irã disparou mísseis em duas bases americanas, incluindo uma que se assemelhava a uma 'cidade suburbana dos EUA'.

Pelo menos duas bases aéreas que abrigam tropas americanas no Iraque foram atingidas por dezenas de mísseis balísticos iranianos, segundo confirmou o Departamento de Defesa dos Estados Unidos.

As bases de Ayn Al-Asad e Irbil foram atacadas nesta terça-feira (7). Segundo a Guarda Revolucionária do Irã, a ação foi uma retaliação à morte do principal líder militar do país, o general Qasem Soleimani, na sexta-feira.

O comandante iraniano foi morto em uma ação com drones ordenada pelo presidente americano, Donald Trump. Os ataques a Al-Asad e Irbil ocorreram poucas horas após o funeral de Soleimani. Não se sabe se há vítimas.

'Campo Cupcake'

A base aérea de Al-Asad é tão vasta que, após a invasão dos Estados Unidos, em 2003, havia cinemas, piscinas, restaurantes de comida fast food e não apenas uma, mas duas linhas internas de ônibus.

A estrutura foi construída na década de 1980 para as Forças Armadas iraquianas, no deserto, cerca de 160 quilômetros a oeste da capital, Bagdá.

No entanto, após a invasão dos EUA, tornou-se uma das maiores bases para as tropas americanas ? e foi rapidamente transformada.

Em 2006, a BBC descreveu que a área fica no meio do deserto e é cercada por todos os lados por matagais e rochas.

"Ao entrar no setor americano, você encontra ruas muito melhores. De várias formas, eles tentaram recriar a estrutura de uma moderna cidade suburbana dos EUA."

As instalações eram tão impressionantes que algumas tropas americanas a apelidaram de Campo Cupcake.

Quando os EUA se retiraram da base entre 2009 e 2010, ela foi devolvida aos iraquianos. Mas, quando o Estado Islâmico ganhou o controle da Província de Anbar, a base foi atacada.

Em 2014, com a base cercada pelo Estado Islâmico, Quentin Somerville, correspondente da BBC, conseguiu acesso à área por meio de um avião militar iraquiano.

"Lembretes da ocupação americana estão por toda parte: projéteis de artilharia e alojamentos empoeirados, com pacotes de ração não consumidos espalhados pelo chão", relatou ele.

Depois que os EUA retornaram ao Iraque para combater o Estado Islâmico, a base foi protegida e reconstruída.

No entanto, com muito menos tropas, um aviador observou em 2017 que "a base oferece apenas uma fração dos confortos que já ofereceu".

Temor pela segurança

Em 26 de dezembro de 2018, o presidente Trump visitou tropas americanas na base.

"Os homens e mulheres baseados em Al-Asad tiveram um papel crucial na derrota militar do Estado Islâmico no Iraque e na Síria", disse ele.

Depois, no entanto, o presidente disse que temia pela segurança de sua esposa durante a visita.

Em novembro do ano passado, o vice-presidente Mike Pence também visitou a base.

No total, acredita-se que haja cerca de 1.500 soldados dos EUA e da coalizão em Al-Asad ? 5 mil soldados dos EUA estão no país. Nesta semana, o Parlamento iraquiano votou para expulsar todas as tropas americanas ? a decisão, no entanto, ainda depende de confirmação do primeiro-ministro, Adil Abdul-Mahdi.

Em resposta, Trump mencionou o custo da base aérea de Al-Asad. "Temos uma base aérea extraordinariamente cara que está lá", disse ele. "Custou bilhões de dólares para construir, muito antes do meu tempo (na Presidência). Não vamos embora, a menos que nos paguem por isso."

A outra base atacada foi em Irbil, capital da região (relativamente estável) do Curdistão.

Em setembro, o Exército dos EUA disse que ela abrigava "mais de 3.600 militares e civis de 13 nações diferentes".

A base é usada para treinar forças locais. No mês passado, o Comando Central dos EUA informou que as primeiras instrutoras militares da região haviam se formado em Irbil.

Quanto tempo os EUA permanecerão no Iraque, no entanto, é incerto. Nesta semana, o secretário de Defesa americano Mark Esper teve de vir a público negar que os EUA estavam retirando tropas do país.

Ele se referia a um comunicado entregue ao governo iraquiano informando a saída. Segundo Washington, o texto era um "rascunho" e foi enviado por engano.


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