Gripe aviária pode matar 62 milhões, diz estudo

da BBC, em Londres

Uma pandemia mundial de gripe aviária pode matar 62 milhões de pessoas, de acordo com um estudo divulgado na publicação científica britânica Lancet nesta sexta-feira.

Para chegar a este cálculo, os autores estudaram as taxas de mortalidade da última vez em que ocorreu uma pandemia mundial de gripe, entre 1918 e 1920.

Os pesquisadores da Universidade americana de Harvard compararam registros de mortalidade em diversos locais atingidos entre os anos de 1915 e 1923, para isolar as mortes causadas apenas pelo surto de gripe.

Ao chegar a este número, eles projetaram a taxa de mortalidade para a população mundial de 2004.

Os cientistas acreditam que uma nova pandemia poderia matar entre 51 e 81 milhões de pessoas.

A média provável seria de 62 milhões de pessoas, segundo eles.

Mais afetados

Os autores do estudo dizem acreditar também que 96% das vítimas viveriam em países pobres.

É que pessoas em países desenvolvidos teriam organismos em média mais saudáveis e bem-nutridos, reagindo melhor aos medicamentos existentes.

A variedade H5N1 do vírus da gripe aviária é altamente contagiosa para aves, e pode ser fatal para humanos que tiverem contato direto com animais contaminados.

Os primeiros casos da doença foram registrados em 2003 na Ásia. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), já foram confirmados 258 casos humanos do vírus H5N1 em todo o mundo, com 154 mortes.

Não foi registrada, no entanto, a transmissão do vírus entre humanos.

Especialistas acreditam que isso pode acontecer se o H5N1 sofrer uma mutação, dando início a uma pandemia.

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