Empresa lança versão 'fashion' de arma de choque elétrico

da BBC, em Londres

A fabricante americana de armas de choques elétricos Taser está lançando uma nova versão, mais "fashion", do produto com o objetivo de atender ao público mais preocupado com estilo.

A nova arma é fabricada em cores como azul, rosa, prata e preto, cabe dentro de uma bolsa e foi lançada em uma feira de eletrônicos em Las Vegas, nos Estados Unidos, nesta segunda-feira.

As armas, conhecidas como Taser, deixam o alvo temporariamente incapacitado com uma descarga de até 50 mil volts.

Críticos citam dezenas de mortes ligadas ao uso das armas Taser, mas a fabricante afirma que a arma pode salvar vidas porque reduz o uso de armas de fogo.

A arma voltou a aparecer no centro de uma nova polêmica no último fim de semana, quando um homem morreu na Flórida depois de a polícia ter usado uma arma Taser para dominá-lo.

O uso deste tipo de arma não-letal na Grã-Bretanha também gerou polêmica. No final de 2006 um homem no norte do país morreu três dias depois de ser atingido por uma Taser.

Carga

O novo dispositivo deve ser mais barato que sua versão atual, maior e que custa cerca de US$ 1 mil (cerca de R$ 2,15 mil).

A empresa ainda não revelou qual será a carga exata em volts disparada pela nova versão do dispositivo.

A Taser disse que a arma será vendida apenas em uma versão desativada e poderá ser ativada apenas depois que o comprador passar por uma checagem pela internet.

O governo dos Estados Unidos não classifica o dispositivo como arma de fogo e, na maioria dos Estados, não é necessária uma permissão para obter a arma Taser.

As armas do tipo disparam dardos que furam apenas a pele da vítima e liberam uma descarga elétrica.

"O novo dispositivo leva nossa tecnologia que salva vidas para uma nova forma, mais simpática ao consumidor, projetada para garantir meios mais seguros e efetivos para a proteção pessoal", disse o presidente da Taser, Tom Smith.

A Anistia Internacional faz uma longa campanha contra o uso das armas Taser e afirma que os dispositivos estão ligados a mais de 150 mortes nos Estados Unidos e no Canadá desde 2001.

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