ONU quer manter forças no Timor Leste por um ano

da BBC, em Londres

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, recomendou ao Conselho de Segurança da entidade que as forças de paz no Timor Leste sejam mantidas e incrementadas.

Em relatório enviado ao Conselho de Segurança da entidade, o secretário-geral pediu que o mandato da missão da ONU no país seja estendido por 12 meses.

Ele afirmou que a situação no Timor Leste está menos tensa, após uma onda de violência entre abril e maio do ano passado, que obrigou cerca de 100 mil pessoas a abandonarem suas casas.

No entanto, argumentou, a proximidade das eleições presidenciais – as primeiras desde a independência do país, em 2002 – aumenta a necessidade de garantir a estabilidade da situação no país.

Transparência

Ex-colônia portuguesa, o Timor Leste se tornou independente da Indonésia em 2002, após 25 anos de ocupação que reprimiu a oposição política e deixou mais de 100 mil mortos.

Desde então, tropas militares e forças policiais internacionais têm ajudado a manter sob controle a situação no país.

O presidente timorense, Xanana Gusmão, disse que a missão de paz da ONU terá um papel importante no processo eleitoral, marcado para 9 de abril.

Em entrevista à rádio ONU, o ganhador do prêmio Nobel da Paz, disse desejar que as eleições sejam "as mais transparentes, as melhores, as mais credíveis".


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