Estrangeiros buscam 'sensação como poucas' no Carnaval carioca, diz jornal

da BBC, em Londres

Um crescente número de estrangeiros vem participando dos desfiles das escolas de samba no Carnaval do Rio de Janeiro, em busca de, “ao menos uma vez na vida, uma experiência sensorial como poucas”, segundo afirma reportagem do diário espanhol El País nesta segunda-feira.

“Vestidos de asteróide, raposa, rei mago ou partitura, entre outros trajes que a criatividade produz, punhados de estrangeiros se somam a cada ano às escolas de samba que desfilam no Carnaval para uma noite de delírio e emoção”, diz a reportagem.

Segundo o jornal, “para os participantes estrangeiros, cantar o rápido ritmo do samba em português é um desafio”. “Dançar por toda a avenida, sem perder o passo, a linha, ficar para trás ou colocar-se em outro grupo com fantasias diferentes, é uma preocupação. Mas o desafio vale a pena”, diz o diário.

“O mais surpreendente para os estrangeiros foi a ebulição, a tensão acumulada e, sobretudo, a absoluta dedicação dos cariocas a uma festa que, além da alegria e da diversão, supõe uma importante fonte de receitas para a cidade”, conclui a reportagem.

O também espanhol ABC relata em sua edição desta segunda-feira que o início do Carnaval levou “milhares de brasileiros a se jogarem às ruas para dançar e cantar atrás de grupos musicais”.

O jornal afirma que, “apesar dos problemas de insegurança dos quais padece o Rio de Janeiro e o recrudescimento dos atos violentos nos últimos meses, o Rei Momo, a rainha do Carnaval e o prefeito da cidade animaram os cariocas e os turistas a esquecer as preocupações cotidianas, desfrutar da festa e cair na diversão”.

Cachaça for-export

Reportagem do diário britânico The Guardian nesta segunda-feira relata os esforços da marca brasileira Sagatiba para popularizar a cachaça no exterior, em particular no Reino Unido.

Criada em 2004, a Sagatiba “se tornou a primeira marca de cachaça a se estabelecer propriamente fora do Brasil”. A venda do aguardente cresceu de 80 mil garrafas em 2005 para 200 mil garrafas no ano passado na Grã-Bretanha, arrebanhando 90% do mercado de cachaça no país.

O jornal diz que a cachaça é um símbolo nacional, como o rum no Caribe ou a vodca na Rússia, mas que, ao contrário destas outras bebidas, apenas 1% da cachaça produzida é exportada.

Para o Guardian, o crescimento da Sagatiba na Grã-Bretanha “se beneficiou de um crescente interesse na cultura brasileira, que também se reflete na forte promoção da cerveja brasileira Brahma”, cujas vendas cresceram 25% no país no ano passado.

O empresário Marcos de Moraes, proprietário da marca Sagatiba, disse ao jornal esperar que, no futuro, a cachaça seja “tão popular quanto o gim ou a vodca”.

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