Bolívia anuncia medidas emergenciais contra enchentes

da BBC, em Londres

O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou nesta quarta-feira medidas emergenciais de socorro às vítimas das enchentes que atingem a maior parte do país.

A Organização das Nações Unidas (ONU) também fez um apelo à comunidade internacional para arrecadar cerca de US$ 10 milhões para auxiliar os atingidos pelas chuvas na Bolívia.

Em uma reunião de emergência, ministros que viajaram no fim de semana a oito das nove regiões afetadas relataram a situação ao presidente boliviano.

No encontro, Morales anunciou a criação do Centro de Operações de Emergência (COE) para o atendimento das áreas afetadas. O centro será formado por cinco ministérios: Defesa, Saúde, Desenvolvimento Rural, Águas e Obras Públicas, além do Fundo Produtivo Social, das Forças Armadas e da Polícia.

Segundo o porta-voz da Presidência da Bolívia, Alex Contreras, o COE vai atuar em conjunto com Estados, municípios e entidades locais para garantir que a assistência chegue às zonas afetadas.

Morales também aprovou um decreto que autoriza os governos estaduais do país a utilizar de imediato até 1% da arrecadação de impostos nacionais e sobre a venda de gás para "programas e projetos de emergência".

A assistência internacional pedida por Morales também começou a chegar à Bolívia. As primeiras toneladas de material de emergência e tendas estão sendo despachadas para as áreas mais afetadas.

"El Niño"

As chuvas dos últimos dois meses já afetaram 350 mil bolivianos e deixaram pelo menos 35 mortos. Milhares de pessoas tiveram suas casas completamente destruídas por desabamentos e inundações.

Outras estão sem acesso a serviços de emergência. Lavouras e criações de animais também foram destruídas.

Acredita-se que as chuvas sejam causadas pelo fenômeno climático El Niño. Enquanto o leste do país é afetado por enchentes, no oeste há registro de estiagem e geadas.

Entre as regiões mais afetadas pelas chuvas estão Santa Cruz e Beni.

O ministro da Defesa, Walker San Miguel, que esteve no departamento (Estado) de Beni, descreveu a situação como "altamente preocupante".

Segundo o ministro, as enchentes atingem quase metade das oito regiões do departamento de Beni, no nordeste da Bolívia.

As últimas estimativas do governo são de que pelo menos 14 mil famílias de Beni tenham sido obrigadas a deixar suas casas.

Também é preocupante o nível do Rio Mamoré. As autoridades acreditam que, caso o rio transborde, o departamento inteiro será inundado.


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