Promotoria crê que brasileiro teve relação com acusado

da BBC, em Londres

A promotoria britânica diz acreditar que o brasileiro Acioli Pariz Júnior teve um relacionamento com o homem acusado de ser seu assassino.

Porta-vozes do Serviço de Processos da Coroa (Crown Prosecution Service, em inglês) disseram ter indícios de que Roderick George McDonald, 51, encontrado morto em sua cela, já havia se envolvido com o brasileiro.

Segundo as pistas reunidas pela polícia, os dois teriam se encontrado na cidade de Blackpool, no norte da Inglaterra, onde Acioli Pariz morou.

O ex-soldado de Edimburgo, conhecido como kinky killer (algo como "matador pervertido", traduzido livremente), estava foragido desde 2005 da polícia escocesa.

A polícia de Tayside, na Escócia, confirmou à BBC Brasil que ele cumpria pena de prisão perpétua por estrangular sua mulher, Elizabeth, em 1993.

O escocês foi encontrado enforcado em uma prisão no bairro de Brixton, sul de Londres, na terça-feira. Ele não estava sob observação especial e os motivos da morte dele ainda não foram esclarecidos.



Amigos de Pariz Junior disseram à BBC Brasil não ter lembrança de McDonald "no círculo de amizades" do brasileiro em Londres, onde Acioli se instalou cerca de três semanas antes de ser assassinado.

Segundo a promotoria, eles haviam marcado um encontro na capital.

Na tarde do dia 13 de fevereiro, o brasileiro foi visto por testemunhas nos arredores da estação Victoria, no centro de Londres, que liga a capital britânica com vários pontos do interior do país.

Horas depois, às 12h12 da quarta-feira, 14 de fevereiro, o corpo de Acioli foi encontrado agredido e esfaqueado em um hotel no centro da capital britânica.

Em uma manifestação incomum da polícia londrina, a Scotland Yard, o detetive que se ocupou do caso, disse: "Este foi um assassinato extremamente violento, e Acioli deve ter sofrido terrivelmente nas mãos de seu assassino".



Caso

No dia 22 de fevereiro, quando foi indiciado, McDonald compareceu a uma audiência na Corte de Justiça de Westminster, em Londres.



Mas ele só teria de confessar ou negar o crime em outra audiência, na corte de Old Bailey, em maio.

Segundo a promotoria britânica, é provável que a acusação contra ele seja encerrada. Mas a investigação sobre o assassinato de Pariz Junior depende da existência ou não de outros suspeitos no caso.

A Scotland Yard, a polícia que capitaneou as buscas, declarou que não se pronunciará sobre o caso porque não foi oficialmente notificada da morte do principal suspeito do crime.

Os legistas de Westminster, na capital britânica, ainda têm de concluir a sua própria investigação paralela, que confirmará se a morte do brasileiro foi 'ilegal'.

Um porta-voz da polícia legal disse à BBC Brasil: "Esperamos liberar o corpo de Acioli Júnior no máximo até meados da semana que vem".

Acioli Júnior, brasileiro de família italiana, esperava obter o passaporte italiano para regularizar a sua situação na Europa, onde vivia desde 2005.

Segundo disse a amigos e familiares, ele havia recentemente conseguido emprego como caseiro em uma casa na capital britânica.

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