Ato com Lula em defesa da Petrobras vira manifestação contra Marina Silva

Rio de Janeiro, 15 set (EFE).- Um ato de sindicalistas em defesa da Petrobras apoiado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva terminou nesta segunda-feira em uma manifestação contra a candidata à presidente Marina Silva.

Aproximadamente dois mil manifestantes se concentraram na Cinelândia, no Centro da cidade, e caminharam até a sede da Petrobras. Os presentes aproveitaram o ato para criticar Marina por suas críticas à Petrobras e sua suposta posição contrária ao pré-sal, o que a ex-ministra do Meio Ambiente negou em várias oportunidades.

A manifestação foi convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), maior central sindical do país e ligada ao PT. A Petrobras é alvo de uma CPI no Congresso e foi atingida recentemente por denúncias de corrupção envolvendo dirigentes da companhia, construtoras e políticos,

"Estou presente aqui porque, quando surgem algumas denúncias de corrupção contra a Petrobras, muitas pessoas começam a ter vergonha de vestir o uniforme da empresa e eu insisto em fazer isso. Não tenho vergonha desta camisa, que deve orgulhar os trabalhadores e o povo brasileiro pelo que a Petrobras significa para país", disse Lula em seu pronunciamento.

O ex-presidente afirmou que os milhares de trabalhadores da Petrobras não podem ser discriminados pelo possível erro cometido por algum dirigente, e acrescentou que os funcionários que tenham praticado irregularidades devem ser julgados e condenados.

Lula afirmou que em seus pronunciamentos prefere não falar mal de outros políticos, em referência a Marina Silva, que foi sua ministra do Meio Ambiente, mas que não pode deixar de defender Dilma, sua sucessora.

"Mas posso dizer que sou contra a candidata que faz oposição a Dilma. Porque ela vai terminar mostrando as inconsistências de um programa de governo feito a 500 mãos", especialmente por economistas que dizem muitos disparares, afirmou o ex-presidente.

O ex-chefe de Estado acrescentou que ao contrário dos movimentos sociais e os partidos de esquerda, que defendem a Petrobras e não permitiram sua privatização, a oposição se opõe a um projeto para que a estatal alcance uma produção de quatro milhões de barris anuais até o 2020 e para que se transforme em exportadora de combustíveis e não só de petróleo.

Além de defender a Petrobras e de criticar os supostos planos da oposição para privatizar a empresa, os sindicalistas apoiaram os planos da companhia para explorar o pré-sal.

Segundo os sindicalistas, Marina Silva daria prioridade às fontes renováveis ao invés do petróleo e pretende reduzir os investimentos destinados ao pré-sal.

"Já disse várias vezes que neste momento não há como substituir os combustíveis fósseis, principalmente o petróleo. Digo que é preciso se buscar outras fontes, mas isso não significa que se pare de explorar petróleo, porque não há como substituí-lo", respondeu Marina Silva em sabatina realizada pelo jornal "O Globo" e transmitida pela internet na semana passada.

O ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra, um dos líderes do sindicato da companhia, acusou a ex-ministra do Meio Ambiente de querer entregar às multinacionais não só as riquezas do pré-sal mas também a própria empresa.

"Estamos aqui para dizer que dona Marina não tem nenhum direito a oferecer o pré-sal, porque o pré-sal é do povo , nem a inventar formas de se apropriar da Petrobras", disse por sua vez o líder do Movimento do Sem-terra (MST), João Pedro Stedile.

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