Fábrica turca que produzia colete salva-vidas falso é fechada

Em Istambul

  • Santi Palacios/AP

    Coletes usados por refugiados são vistos em pilha na ilha grega de Lesbos

    Coletes usados por refugiados são vistos em pilha na ilha grega de Lesbos

O jornal "Sabah" revelou nesta quinta-feira (7) que muitos dos refugiados que morreram afogados na terça-feira (5) quando tentavam ir da Turquia à Grécia usavam coletes salva-vidas falsos da fábrica que a polícia turca fechou na cidade de Esmirna.

A operação policial aconteceu na própria terça, após a tragédia que tirou a vida de 31 imigrantes que tiveram os corpos encontrados em praias turcas.

Os agentes fecharam a fábrica clandestina e apreenderam 1.263 coletes, muitos com símbolos de marcas conhecidas para fingir maior qualidade. Dentro, os equipamentos de segurança tinham restos de embalagem, material de isolamento e plásticos não flutuantes.

Estes salva-vidas falsos, que não ajudam na flutuação e inclusive dificultam a nadar, custavam de sete a dez euros (R$ 30 a R$ 40), enquanto os coletes verdadeiros são vendidos por pelo menos três vezes mais (podendo chegar a R$ 120), segundo o jornal "Radikal". Alguns desses salva-vidas absorviam a água e puxam a pessoa para o fundo, o que representa um risco ainda maior para uma travessia por si só perigosa, segundo o jornal.

O dono da fábrica foi preso. Nela, trabalhavam quatro pessoas, incluindo dois sírios menores de idade. De acordo com a publicação, uma investigação foi aberta.

Há alguns meses, refugiados vinham denunciando que os coletes adquiridos nas cidades litorâneas da Turquia não ajudavam na sobrevivência no mar.

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