Putin compara comunismo com a Bíblia e critica Lenin

  • Matt Campbell/Efe

    O presidente russo Vladimir Putin exaltou as doutrinas da Bíblia por seus ideais humanistas

    O presidente russo Vladimir Putin exaltou as doutrinas da Bíblia por seus ideais humanistas

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou nesta segunda-feira (25) que gosta tanto da ideologia comunista como da socialista, e as comparou com as doutrinas da Bíblia por seus ideais humanistas.

"Me agradavam muito e seguem me agradando as ideias comunistas e socialistas. Se olhamos o manual do 'construtor do comunismo" que foi publicado profusamente na União Soviética, lembra muito à Bíblia. Não é uma piada, na realidade, é um extrato da Bíblia", disse Putin, segundo a imprensa local.

Durante um fórum de sua plataforma eleitoral, a Frente Popular de Toda Rússia, Putin lembrou que dito manual incluía ideias muito acertadas, como igualdade, irmandade e felicidade.

"Mas a aplicação prática dessas maravilhosas ideias em nosso país esteve longe do que expunham os socialistas utópicos. Nosso país não se pareceu com a Cidade do Sol", declarou o chefe do Kremlin em Stavropol, no sul da Rússia.

Putin ressaltou que todo o mundo acusou os czares de repressão, mas a construção do Estado soviético começou dessa mesma forma, com repressões maciças.

Além disso, revelou que, "ao contrário de muitos funcionários - eu não fui funcionário, do ponto de vista do partido, já que fui um membro comum e corrente - eu não joguei fora a carteira do partido. Não a queimei".

No fórum, o chefe do Kremlin também criticou o fundador da União Soviética, Vladimir Ilitch Lenin, por pôr em risco a estabilidade do Estado ao conceder a mesma categoria jurídica a todas as repúblicas soviéticas, desde a Rússia até a Ucrânia, o que tachou de "bomba-relógio".

Putin lembrou que Josef Stalin propôs conceder ampla autonomia a cada ente federado, mas sem o direito a abandonar a União, mas Lenin fez o contrário, o que na opinião de Putin condenou mais tarde a URSS à desintegração.

"As fronteiras eram definidas de maneira absolutamente arbitrária e nem sempre justificada. Para a Ucrânia, por exemplo, deram o Donbass", atuais regiões de Donetsk e Lugansk, controladas em grande parte por separatistas pró-Rússia, destacou Putin.

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