Comissão Eleitoral do Afeganistão divulga resultado um ano e meio após pleito

Cabul, 24 fev (EFE).- A Comissão Eleitoral Independente do Afeganistão divulgou nesta quarta-feira os resultados definitivos das eleições presidenciais realizadas há quase um ano e meio, e revelou que o governo de unidade formado após o pleito tinha conhecimento deles.

A apuração deu 55,27% dos votos a Ashraf Ghani, que foi proclamado presidente, e 44,73% a Abdullah Abdullah, que foi designado chefe de governo - um cargo criado então. A decisão de não foi divulgá-la foi tomada para salvaguardar "o interesse nacional", disse o chefe da Comissão, Yousef Nuristani, em entrevista coletiva em Cabul.

Nuristani afirmou que a não-publicação do resultado se deveu às "sugestões" de ambos os candidatos após uma eleição "cheios de desafios", e garantiu que os dados foram entregues a Ghani e a Abdullah em discos compactos.

O Afeganistão realizou em abril de 2014 o primeiro turno das eleições presidenciais, em que nenhum candidato teve mais da metade dos votos, e em junho houve o segundo turno com os dois mais votados, em meio a denúncias de fraude de Abdullah que levaram a recontagem dos 7,1 milhões de votos.

A mediação dos Estados Unidos permitiu a formação de um governo de unidade com Ghani como presidente e seu rival nessa nova figura de chefe de governo.

O anúncio foi feito em meio a uma forte disputa entre a Comissão e o governo, que se comprometeu a uma reforma eleitoral que não foi capaz de levar adiante ao ser derrubada no parlamento, que por sua vez está pendente de renovação desde junho do ano passado.

A Comissão Eleitoral, cujos membros foram nomeados durante o governo anterior, de Hamid Karzai, anunciou mês passado que a eleição parlamentar acontecerá em 15 de outubro deste ano, sem esperar a reforma que o Executivo considera imprescindível.

O governo gostaria que as eleições acontecessem com uma Comissão reformada, com a substituição de seus nove membros antes do final de seu mandato, em 2019.

O chefe do órgão eleitoral reiterou que o processo deve se basear "na lei" e pediu ao Executivo que não recorra "a outro decreto para continuar suas reformas ilegais".

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