EUA e China chegam a acordo para resolução da ONU contra Coreia do Norte, diz TV

Em Washington

  • Yonhap/North Korean TV/AFP

    Nova resolução seria "a mais dura até agora" contra o regime norte-coreano

    Nova resolução seria "a mais dura até agora" contra o regime norte-coreano

Os Estados Unidos e a China estabeleceram nesta quarta-feira (24) uma minuta de acordo para uma nova resolução do Conselho de Segurança da ONU contra a Coreia do Norte por seu recente teste nuclear e por violar resoluções anteriores, informou a emissora "CNN".

O canal americano, que citou um diplomata do Conselho de Segurança cuja identidade não foi revelada, afirmou que a nova resolução será apresentada como "a mais dura até agora" contra o regime norte-coreano e que será votada "nos próximos dias" depois que outros países tenham oportunidade de apreciar e participar do texto.

Além da informação revelada pela "CNN", a Casa Branca informou hoje que a assessora de segurança nacional do presidente dos EUA, Susan Rice, e o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, "coincidiram" na importância de uma resposta internacional "unida e forte" para as "provocações" da Coreia do Norte, "incluindo uma resolução do Conselho de Segurança da ONU que vá além das resoluções anteriores" segundo a nota do governo americano.

Os dois funcionários também coincidiram que "não aceitarão" a Coreia do Norte como um "país com armamento nuclear".

Ontem, o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e Wang Yi se reuniram em Washington pela terceira vez em um mês e conseguiram avanços na minuta de resolução, que, a priori, incluiria sanções à Coreia do Norte por seus últimos testes nucleares e de mísseis.

"Fizemos progressos significativos nas consultas e olhamos para a possibilidade de alcançar um acordo sobre a minuta de resolução e aprová-lo em um futuro próximo", disse Wang em entrevista coletiva junto a Kerry depois da reunião.

"O objetivo disso não é entrar em um ciclo de sanções repetitivas, mas que (o líder norte-coreano) Kim Jong-un reconheça que os países do globo estão unidos, como estivemos com o Irã, na hora de reconhecer que o mundo não será mais seguro com mais armas nucleares", acrescentou o chefe da diplomacia americana.

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