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Homem que tentou matar Ronald Reagan será libertado após 35 anos

Hinckley - Evan Vucci/ AP - Evan Vucci/ AP
Em foto de 18 de novembro de 2003, John Hinckley, autor da tentativa de assassinato do então presidente dos EUA Ronald Reagan, chega ao tribunal em Washington
Imagem: Evan Vucci/ AP

Em Washington

27/07/2016 13h18

Um juiz federal dos Estados Unidos ordenou nesta quarta-feira (27) a libertação, 35 anos depois, de John W. Hinckley, o homem que tentou assassinar o ex-presidente do país Ronald Reagan em 1981, menos de três meses após ele assumir o cargo.

Hinckley, de 61 anos, já não representa uma ameaça para ele próprio e para outras pessoas, e poderá deixar o Hospital St. Elizabeth's, em Washington, no próximo dia 5 de agosto. No entanto, estará sujeito a condições de tratamento e supervisão, afirmou o juiz Paul L. Friedman em uma decisão divulgada hoje.

No dia 30 de março de 1981, Hinckley abriu fogo contra Reagan em frente ao Washington Hilton Hotel, onde o então presidente estava para um ato público. Os tiros acabaram perfurando um dos pulmões do líder republicano e por pouco não atingiu seu coração.

O homem, que tinha 25 anos na época, feriu Reagan, o secretário de imprensa da Casa Branca, James Brady, o agente do serviço secreto Tim McCarthy e o policial Thomas Delahanty.

Apesar de todos terem sobrevivido ao ataque, Brady, que levou um tiro na cabeça, acabou ficando paraplégico. Até sua morte, em 2014, ele dedicou a vida a exigir um maior controle das armas no país.

Hinckley alegou que atirou contra Reagan para tentar impressionar a atriz Jodie Foster, por quem era obcecado depois de assistir repetidas vezes o filme "Taxi Driver", do qual ela fazia parte.

Depois de um julgamento de oito semanas, um júri federal declarou Hinckley inocente em junho de 1982, por doença mental, dos 13 crimes pelos quais era acusado, o que causou revolta na população.

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