Mais de 200 mil russos exigem por escrito a renúncia do primeiro-ministro

Em Moscou

  • Alexander Astafyev/AFP

    O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev

    O primeiro-ministro da Rússia, Dmitri Medvedev

Mais de 200 mil russos assinaram um abaixo-assinado pedindo a renúncia do primeiro-ministro do país, Dmitri Medvedev, por vários comentários infelizes sobre a difícil situação econômica em que se encontra a população.

"O governo deveria ser dirigido por uma pessoa competente, preparada e que trabalhe pelo bem do país. Agora ocorre tudo o contrário", afirma o pedido postado no site "change.org".

Em apenas três dias, o pedido já somou mais de 212 mil assinaturas, quando 100 mil são suficientes para que a Duma ou Câmara dos Deputados debata qualquer assunto proposto pelos cidadãos.

Esta semana, durante um fórum, um professor da região do Daguestão perguntou ao primeiro-ministro que devia fazer um educador que recebe menos de US$ 200 em taxas de câmbio atual, quando os membros das forças de segurança ganham mais.

"Tente os negócios", respondeu Medvedev, lembrou que ser professor é uma vocação e se quiser ganhar dinheiro deveria mudar de profissão.

Esta resposta provocou um grande mal-estar, tanto nas redes sociais, como na imprensa, já que devido à recessão econômica o poder aquisitivo dos russos reduziu notavelmente e a pobreza afeta quase 20 milhões de pessoas.

Medvedev já foi objeto de críticas quando uma pensionista lhe perguntou, no mês de maio, durante uma visita a Crimeia, por que não foram indexadas as pensões como tinha prometido o governo.

"Em nenhum lugar há indexação. Simplesmente não há dinheiro. Vocês aguentam. Desejo bom humor e boa saúde", afirmou o primeiro-ministro.

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