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PSOE reitera rejeição a governo de Rajoy um dia antes de debate de posse

29/08/2016 10h30

Madri, 29 ago (EFE).- O líder do Partido Socialista da Espanha (PSOE), Pedro Sánchez, reiterou nesta segunda-feira sua rejeição ao presidente do governo interino, Mariano Rajoy, em reunião no Congresso, um dia antes do início do debate e da votação de posse do líder conservador.

Os dois líderes mantiveram uma reunião de menos de meia hora, que o socialista definiu como "totalmente prescindível" e que, segundo sua opinião, tinha como objetivo reforçar a pressão sobre o PSOE.

O líder dos conservadores e chefe do Executivo interino, Mariano Rajoy, necessita ainda de seis votos para ser eleito, revalidar seu mandato e formar governo na Espanha, após oito meses de bloqueio político.

A recusa de Sánchez, que ele mantém desde a repetição eleitoral de 26 de junho, foi ratificada hoje pela Executiva Federal do PSOE.

Sánchez reiterou que a responsabilidade, caso Rajoy não seja eleito, é "exclusiva" do líder dos conservadores.

Rajoy alcançou ontem um acordo com os liberais do partido Ciudadanos e com uma deputada nacionalista das Ilhas Canárias, o que lhe dará na votação de sua sessão de posse um total de 170 votos, seis a menos que a maioria necessária para ser eleito novamente presidente de governo.

"Nós já tínhamos razões para votar contra Rajoy, agora, depois do acordo com Rivera (Ciudadanos), temos ainda mais", argumentou Sánchez, para quem o acordo representa um programa de governo "conservador e continuísta", muito distante do programa socialista.

"Nós recebemos votos para mudar o senhor Rajoy e suas políticas", acrescentou o líder socialista.

Amanhã começa o debate que será seguido pela votação de posse de Rajoy, na qual o presidente do Executivo interino apresentará seu programa de governo e tentará obter a confiança da Câmara.

Caso não ocorra uma grande surpresa, oferecerão apoio a Rajoy apenas os deputados de seu partido, os liberais e uma deputada nacionalista das Ilhas Canárias, nas duas votações previstas, nos dias 31 de agosto e 2 de setembro.

Após a última votação, será aberto um período de dois meses para que se apresente outro candidato ou o mesmo e, caso ninguém seja eleito, a Espanha realizará uma terceira convocação eleitoral, no dia de Natal, 25 de dezembro.