Obama pede avanços econômicos à China e cooperação perante Coreia do Norte

Nova York, 19 set (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, decidiu nesta segunda-feira com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, aumentar a cooperação em relação à Coreia do Norte e também lhe pediu para melhorar as condições para as empresas estrangeiras na China.

Obama e Li se reuniram em Nova York, onde ambos estão por ocasião dos atos da Assembleia Geral da ONU, segundo informou a Casa Branca em comunicado.

"Os dois líderes condenaram o teste nuclear que a Coreia do Norte fez em 9 de setembro e decidiram fortalecer sua cooperação para conseguir a desnuclearização da península coreana, reforçando sua cooperação no Conselho de Segurança da ONU e através de suas agências de justiça e segurança", destacou a Casa Branca.

Os Estados Unidos estão negociando com a China e outros membros do Conselho de Segurança da ONU uma resolução com novas medidas em resposta aos últimos testes com mísseis do regime norte-coreano, que no último dia 9 de setembro efetuou sua quinta prova nuclear, a segunda em oito meses e a mais potente até o momento.

Obama também falou com Li sobre "a transição da China para um modelo de crescimento econômico mais sustentável, baseado no consumo", indicou a Casa Branca.

O presidente americano "encorajou a China a acelerar seus esforços para enfrentar os excessos de capacidade de sua indústria, fomentar um entorno favorável à inovação e impulsionar uma transição ordenada para uma taxa de câmbio determinada pelo mercado", ressalta o comunicado.

Além disso, Obama "urgiu a China a garantir um entorno com igualdade de oportunidades para que todas as empresas concorram de forma justa na China" e ambos falaram sobre "a importância de fazer avanços na negociação de um tratado de investimento bilateral" e um acordo sobre "bens ambientais na Organização Mundial do Comércio" (OMC).

Obama e Li também abordaram a mudança climática e se comprometeram a "seguir trabalhando para conseguir que o acordo de Paris entre em vigor o mais rápido possível" e "alcançar um mecanismo baseado no mercado para reduzir as emissões da aviação internacional", segundo a Casa Branca.

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