Rússia pede para manter vivos acordos com EUA sobre a Síria

Nações Unidas, 23 set (EFE).- O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, pediu nesta sexta-feira para manter vivos os acordos fechados entre seu país e os Estados Unidos sobre a Síria, ressaltando a necessidade de "separar" os grupos terroristas da oposição moderada para que um cessar-fogo possa ter sucesso.

"Agora é essencial evitar a destruição destes acordos", disse Lavrov, reconhecendo que o recente bombardeio americano sobre tropas sírias e o ataque registrado contra um comboio humanitário "solapam" esses entendimentos.

O chefe da diplomacia russa insistiu na Assembleia Geral da ONU em que é fundamental separar os combatentes de grupos como o Estado Islâmico (EI) e a Frente al Nusra de outros grupos opositores, lembrando que os EUA tem a principal responsabilidade nesse âmbito.

"Esta é uma condição essencial para reforçar o regime de cessação de hostilidades", disse Lavrov, que lembrou que esse ponto faz parte do acordo fechado com Washington em Genebra para impulsionar o cessar-fogo.

"A crise síria não se resolverá e a lamentável situação humanitária não se corrigirá sem suprimir EI, Al Nusra e seus grupos extremistas aliados", insistiu.

O diplomata russo discursou nas Nações Unidas depois de se reunir com seu colega americano, John Kerry, para tratar sobre os últimos eventos na Síria.

A reunião, segundo disse à Agência Efe um funcionário americano, foi "construtiva", mas dela não saiu nenhuma iniciativa nova.

Os EUA exigiram da Rússia novas propostas para tentar reviver o cessar-fogo, incluindo um compromisso para que não haja aviões que sobrevoem regiões-chave controladas pela oposição, a fim de deter os bombardeios por parte do regime sírio.

Frente a esse apelo, Lavrov disse hoje que qualquer "medida especial" que vá além do que já foi estipulado em Genebra "não faz sentido", enquanto não se comece essa separação dos terroristas e da oposição moderada.

"Os americanos não parecem muito abertos a um trabalho diário nesse sentido", lamentou o ministro russo em entrevista coletiva. EFE

mvs/ma

(foto)

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