Quase 60 anos depois, Colômbia volta a realizar um referendo

Bogotá, 30 set (EFE).- O referendo do próximo domingo sobre o acordo de paz assinado com a guerrilha das Farc será o segundo realizado na Colômbia, após o de 1957, uma consulta que na prática deu início à alternância no poder entre liberais e conservadores e confirmou o direito ao voto das mulheres.

Esse primeiro referendo aconteceu em 1º de dezembro de 1957 sob o governo da Junta Militar que sete meses antes tinha substituído na presidência o general Gustavo Rojas Pinilla (1953-1957), o único governante de fato que a Colômbia teve no século XX.

Cerca de 95% do eleitorado votou a favor então de uma reforma da Constituição de 1886.

Com essa consulta se aprovou a alternância do poder, de 1958 até 1974, dos partidos Liberal e Conservador (uma fórmula denominada Frente Nacional), assim como a repartição burocrática e a garantia para as mulheres de direitos políticos iguais aos dos homens.

Posteriormente foram realizadas outras consultas populares distintas do referendo.

Uma delas foi o chamado movimento da "sétima cédula", por meio do qual um grupo de universitários promoveu a inclusão nas eleições legislativas e de prefeitos de março de 1990 de um voto adicional com a proposta de convocar uma Assembleia Constituinte.

Essa iniciativa desembocou na Constituição de 1991 que atualmente rege o país.

Em 2003, o então presidente Álvaro Uribe (2002-2010) impulsionou o "referendo contra a corrupção e a politicagem", que incluiu 15 propostas de reformas à estrutura do Estado, mas só uma delas alcançou o patamar requerido.

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