Presidente sul-coreana dispensa equipe por escândalo de corrupção

Seul, 29 out (EFE).- A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye, ordenou neste sábado a saída de toda a sua equipe de assistentes pessoais devido ao escândalo de corrupção e tráfico de influência em que está envolvida e que causou uma onda de indignação no país.

Park solicitou que renunciem ao cargo cerca de dez secretários de alto nível que faziam parte de seu grupo de colaboradores mais próximos no gabinete de presidência, segundo anunciou seu porta-voz, Jung Youn-kuk, que acrescentou que a presidente nomeará uma nova equipe em breve.

A decisão é interpretada no país como uma tentativa de amenizar as críticas crescentes da mídia e da sociedade sul-coreanas pelo escândalo da chamada "presidente na sombra", uma amiga íntima de Park que teria utilizado esta conexão para lucrar e influenciar decisões governamentais.

Choi Soon-sil, conhecida da presidente há 40 anos e ex-mulher de seu antigo assessor, teria tido acesso a documentos oficiais, revisado discursos presidenciais e usado seus contatos de alto nível para receber recursos destinados a órgãos públicos e privados, segundo revelaram alguns veículos de imprensa.

A procuradoria sul-coreana anunciou na quinta-feira passada a formação de um grupo especial para investigar o caso e neste sábado realizou inspeções nos escritórios de colaboradores de Park na residência oficial da presidente em Seul, onde apreendeu documentos e computadores.

Vários dos principais veículos de imprensa sul-coreanos, como "Korea Herald", "Hankook" e "JoongAng" criticam com dureza a presidente em editoriais nos quais a tacham de "marionete" a serviço de Choi e pedem que esclareça o caso e assuma responsabilidades por "ter perdido a integridade moral".

A imprensa também criticou a demora para que a procuradoria sul-coreana iniciasse as investigações e questionou a proteção oferecida pela Constituição sul-coreana ao cargo de presidente, que impede que Park seja alvo de ações penais, exceto em caso de conspiração ou traição à pátria.

Além disso, vários movimentos populares convocaram uma manifestação em Seul neste sábado para expressar descontentamento pelo caso e pedir a renúncia de Park.

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