Crivella vence eleições no Rio de Janeiro

(Atualiza com resultado final)

Rio de Janeiro, 30 out (EFE).- O senador Marcelo Crivella, candidato pelo PRB, venceu neste domingo o segundo turno das eleições municipais no Rio de Janeiro, superando o deputado estadual Marcelo Freixo, do PSOL, e vai governar a cidade pelos próximos quatro anos.

Crivella ganhou o pleito com 59,36% dos votos válidos (1.700.030), contra 40,64% (1.163.662) de Freixo. De um total de 4.898.044 eleitores, chamou a atenção o número de abstenções, que foi de 1.314.950, ou 26,85%. Entre os que foram às urnas, 15,90% (569.536) anularam o voto, e outros 4,18% (149.866) votaram em branco. Com isso, apenas 2.863.692 votos foram nominais e considerados válidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O sucessor de Eduardo Paes na prefeitura carioca liderou as pesquisas de intenção desde o primeiro turno, o qual venceu com 27,78% dos votos válidos, contra 18,26% de Freixo, em outra disputa marcada pelo grande número de abstenções (24,28%) e de votos brancos (7,69%) e nulos (13,54%).

Marcelo Bezerra Crivella, de 59 anos, é casado e tem três filhos. Ele é engenheiro civil de formação, além de escritor, cantor gospel e bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus, fundada por seu tio Edir Macedo. Ele é

O prefeito eleito, que foi também ministro da Pesca no governo Dilma Rousseff, concorreu pela terceira vez à prefeitura, tendo ficado em segundo lugar em 2004 e em terceiro quatro anos depois. Ele também concorreu duas vezes ao governo do Estado, em 2010 e 2014, sendo que nesta última chegou ao segundo turno e perdeu a disputa para Luiz Fernando Pezão, atualmente governador licenciado.

Crivella tornou-se senador em 2002, quando era filiado ao PL, que se tornou o atual PR. Em 2010, ele foi reeleito pelo PRB.

Na campanha que o levou à vitória neste domingo, Crivella passou sem muitos transtornos pelo primeiro turno, mas no segundo, no qual começou com ampla vantagem sobre Freixo nas pesquisas, teve que lidar com acusações de homofobia - devido a um trecho de um de seus livros no qual classificou a homossexualidade como "um mal terrível" - e de que, se eleito, misturaria política e religião.

Além disso, teve a imagem abalada pela divulgação, por parte da revista "Veja", de uma foto na qual aparece fichado pela polícia após uma tentativa de retomar um terreno da Igreja Universal que havia sido invadido. Crivella se defende alegando que não foi preso, e que foi levado para a delegacia, como outros envolvidos no episódio, devido à "confusão" no local, pois os invasores se recusaram a deixar o terreno.

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