Primeiro-ministro da Islândia renuncia após não conseguir maioria parlamentar

Da EFE, em Copenhague (Dinamarca)

  • Sigtryggur Johannsson/Reuters

    Presidente pediu a Johannsson que continuasse no cargo até a formação de um novo governo

    Presidente pediu a Johannsson que continuasse no cargo até a formação de um novo governo

O primeiro-ministro da Islândia, Sigurdur Johannsson, anunciou neste domingo (30) sua renúncia após não ter conseguido maioria no Parlamento nas eleições legislativas realizadas ontem.

"De acordo com a Constituição, apresentei minha renúncia ao presidente, Gudni Johannesson, que me pediu que continuasse no cargo até a formação de um novo governo", disse Johannsson.

A Islândia entrou hoje em um difícil fase de negociações políticas, já que nem uma aliança de centro-esquerda liderada pelo Partido Pirata, nem a coalizão governista de centro-direita conseguiram maioria absoluta para governar.

No entanto, a coalizão de centro-direita formada pelo conservador Partido da Independência e o Partido Progressista pode manter o poder no país se conseguir o apoio de uma nova legenda de centro, a Reforma.

A centro-direita somava 29 cadeiras, contra 27 da oposição, levando em conta a apuração de mais de 80% dos votos, e com isso perde a maioria absoluta conseguida em 2013 - fixada em 32. A Reforma, cisão pró-União Europeia do Partido da Independência, conquistou sete cadeiras.

O novo partido, embora tenha mantido uma atitude ambígua em campanha, sem querer se vincular a nenhum bloco, está mais próximo ideologicamente dos conservadores, do ministro das Finanças, Bjarni Benediktsson, que provavelmente receberá a incumbência de formar o governo.

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