Grécia adotará sistema de cartões eletrônicos com biometria para refugiados

Atenas, 28 dez (EFE).- A Grécia implantará em 2017 um novo sistema de cartões eletrônicos com dados biométricos para os refugiados que estão no país, que substituirão as atuais permissões em papel, anunciou nesta quarta-feira o ministro de Migração grego, Yannis Muzalas.

Em entrevista coletiva, Muzalas declarou que espera que os novos cartões estejam funcionando a partir de abril do ano que vem. A expectativa da pasta é ter completado antes da Páscoa ortodoxa (13 dias depois da católica) o registro completo de todos os refugiados e imigrantes chegados ao país na última onda de migração.

De acordo com o ministro, os 36 centros oficiais de amparo já contam com sistemas de calefação, de modo que os refugiados estejam protegidos do frio. Na maioria deles há entre 500 e 600 pessoas, apesar de ainda existirem quatro nos quais vivem 1,5 mil pessoas e outros dois com capacidade para 2,5 mil.

O Ministério de Migração espera criar até abril oito mil vagas de alojamento em apartamentos, que serão administradas pelos municípios e se acrescentarão ao programa de amparo em casas e hotéis para 20 mil pessoas realizado pelo Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur).

Uma questão que ainda dificulta é a localização dos menores não acompanhados, para os quais estão sendo criadas cem vagas de amparo por mês, disse o ministro, que também anunciou a intenção de dar aos refugiados dinheiro para comprar alimentos e fogões para que possam cozinhar por conta própria.

"O dinheiro não deverá superar a renda familiar mínima dos gregos", ressaltou Muzalas.

Quanto à situação nas ilhas, o ministro reconheceu que existe um problema de "aglomeração" e afirmou que nos últimos três meses foram transferidas à parte continental da Grécia, "pouco a pouco, milhares de pessoas", todas menores não acompanhados ou pertencentes a outros grupos especialmente vulneráveis.

O governo grego prevê criar nas ilhas pequenos centros de detenção, com capacidade para 100 ou 200 pessoas, para os imigrantes que tiverem cometido crimes ou pessoas que, na opinião dos serviços de asilo, devem permanecer retidas enquanto têm a solicitação analisada.

"O asilo continua sendo o nosso calcanhar de Aquiles", reconheceu Muzalas, que lembrou que quando começou a crise de refugiados havia apenas 213 funcionários nos serviços de asilo, número que já chegou a 617.

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