Não haverá mudança em tendência que indica 2º turno no Equador, diz CNE

Quito, 21 fev (EFE).- O presidente do Conselho Nacional Eleitoral do Equador, Juan Pablo Pozo, disse nesta terça-feira que não é possível haver mudança na tendência que indica a necessidade da realização de um segundo turno no pleito presidencial do país, mas indicou que o órgão vai esperar o fim da apuração dos votos para divulgar o resultado oficial.

Com 94,6% das urnas apuradas, o governista Lenín Moreno tem 39,2% dos votos, vencendo o opositor Guillermo Lasco, com 28,37%, o que representa uma tendência que ficou estabelecida com clareza, indicou Pozo, que não quis falar de forma clara se haverá segundo turno.

Em entrevista coletiva, o responsável pelo CNE ressaltou que desde o início a apuração manteve uma tendência estável, mas reforçou que vai esperar a apuração terminar para divulgar os resultados oficiais das eleições presidenciais.

"Esperaremos o fechamento da apuração nas 24 províncias para entregar resultados", disse Pozo em resposta às insistentes perguntas dos jornalistas sobre a possibilidade de segundo turno.

No Equador, para ser eleito presidente no primeiro turno, é preciso ter mais de 50% dos votos. Ou pelo menos 40%, desde que com uma diferença de dez pontos percentuais para o segundo mais votado.

Como os dados mostram a tendência de estabilidade nos resultados, Pozo lembrou que, no domingo, Lenín Moreno passou de 38,26% dos votos, com 51,8% apurados, para 39,20%, com 94,6% da apuração concluída.

O presidente da CNE indicou que a apuração foi concluída em 18 das 24 províncias do país. Nas seis restantes ainda é preciso examinar atas que apresentam "inconsistências" e devem ser tratadas em audiências públicas nas juntas provinciais eleitorais.

O companheiro de chapa de Guillermo Lasso, Andrés Páez, disse que à emissora "Teleamazonas" que as declarações de Pozo são uma "consequência da luta do povo de Quito que quer sua vontade seja respeitada".

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