Casa Branca não descarta retirar Jeff Sessions de investigação sobre Rússia

Washington, 26 fev (EFE).- A Casa Branca não descartou neste domingo retirar o procurador-geral, Jeff Sessions, da investigação aberta sobre a suposta interferência russa nas eleições presidenciais, embora tenha considerado que ainda é muito cedo para tomar uma decisão a respeito.

Em entrevista no canal "ABC", a porta-voz adjunta da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, também considerou que ainda é muito cedo para atribuir a investigação sobre a Rússia a um procurador independente, como exigem os democratas e alguns republicanos, como o legislador Darrell Issa.

Os democratas acreditam que Sessions deve se afastar do caso porque foi uma figura chave na campanha de Donald Trump e, portanto, não tem a independência necessária para apurar se agentes da inteligência russa mantiveram contato com assessores do presidente americano durante o ano prévio às eleições, como afirmam alguns veículos de imprensa.

"Não acredito que tenhamos chegado a esse ponto ainda", disse Sarah ao ser perguntada sobre a possibilidade de nomear um fiscal independente.

A porta-voz disse confiar que a investigação mostrará que não houve nenhum esforço da campanha de Trump para conspirar com os russos, apesar de o ex-assessor de Segurança Nacional Mike Flynn falar sobre as sanções contra a Rússia com o embaixador do país em Washington antes da chegada de Trump ao poder.

"Temos certeza que, seja qual for a investigação, todos vão chegar à mesma conclusão: não tivemos nenhuma participação nisto", afirmou Sarah.

Em várias ocasiões, o governo de Trump considerou que a investigação sobre a Rússia aberta pela administração do ex-presidente Barack Obama responde ao desejo dos democratas de diminuir a credibilidade de sua vitória sobre Hillary Clinton.

"As conversas sobre a Rússia são NOTÍCIAS FALSAS lançadas pelos democratas e destacadas pela mídia a fim de mascarar a grande derrota eleitoral e os vazamentos ilegais!", disse Trump em seu Twitter.

O presidente americano se referiu assim aos contínuos vazamentos de informações classificadas à imprensa, algo que, segundo sua opinião, pode ter um efeito devastador para o país.

Trump desmentiu as acusações e assegurou que não tem conhecimento de qualquer pessoa de sua campanha que tivesse entrado em contato com funcionários do governo russo antes das eleições de novembro. EFE

bpm/cs

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