EUA sancionam empresas chinesas e russas por laços com Irã, Síria e Coreia

Washington, 24 mar (EFE).- Os Estados Unidos anunciaram nesta sexta-feira a imposição de sanções a 30 companhias e indivíduos estrangeiros, muitos deles da China e Rússia, por cooperar com o programa de mísseis iraniano ou violar restrições às exportações a Irã, Coreia do Norte e Síria.

O Departamento de Estado dos EUA anunciou hoje em comunicado que na terça-feira passada impôs sanções a 30 entidades e indivíduos em 10 países por violar a lei americana contra a proliferação nuclear no Irã, na Coreia do Norte e na Síria.

Entre os sancionados está a Rosoboronexport, maior exportadora russa de armas; a Aviaexport, empresa pública russa que procura mercados estrangeiros para as manufaturas aéreas do país; e uma divisão do Ministério da Defesa de Mianmar.

Dos 30 afetados, 11 foram sancionados "por transferir elementos delicados ao programa de mísseis balísticos do Irã", uma lista que inclui nove empresas e indivíduos chineses, além da uma companhia norte-coreana e a outra dos Emirados Árabes Unidos.

Outras 19 companhias e indivíduos foram sancionados após os EUA obterem "informação crível que transferiram ou adquiriram do Irã, Coreia do Norte ou Síria bens, serviços ou tecnologia" proibidos nas listas americanas ou multilaterais sobre controle de exportações a esses países.

Esses materiais, no julgamento do Departamento de Estado, "poderiam representar uma contribuição material para o desenvolvimento de armas de destruição em massa ou a proliferação de mísseis".

Entre esses 19 sancionados há oito empresas russas, incluindo Rosoboronexport e Aviaexport; outras três entidades chinesas; a Marinha da Eritreia; uma companhia médica da Arábia Saudita e o Diretório de Indústrias de Defesa do Ministério da Defesa de Mianmar; segundo detalhou à Agência Efe uma fonte do Departamento de Estado.

A lista inclui também o Centro Especial de Pesquisa de Defesa do Egito, a organização de indústrias aeroespaciais do Irã e uma companhia médica da Arábia Saudita, além de duas empresas e um indivíduo sudaneses.

As sanções para os 30 afetados durarão pelo menos dois anos e lhes impedirá de receber qualquer assistência do governo americano ou poder comprar munição ou artigos de defesa de Washington; enquanto as agências do Executivo dos EUA estão proibidas de estabelecer contratos com eles.

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