Mercosul expressa "rejeição categórica" à violência no Parlamento venezuelano

Buenos Aires/Montevidéu, 5 jul (EFE).- Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, países fundadores do Mercosul, expressaram em um comunicado conjunto sua "mais categórica rejeição" à violência desencadeada nesta quarta-feira na Assembleia Nacional (AN) da Venezuela, que deixou vários deputados e funcionários feridos.

"Tais fatos, precedidos de uma intervenção das altas autoridades do Poder Executivo, sem prévio acordo das autoridades legislativas, constituem um avassalamento do Executivo sobre outro Poder do Estado, inadmissível no marco da institucionalidade democrática", apontou o bloco em um comunicado conjunto.

Um grupo de simpatizantes do chavismo armados com pedaços de madeira e detonando fogos de artifício invadiu de forma violenta o Parlamento venezuelano, de maioria opositora, atacando todos os presentes.

"Exigimos que o governo da Venezuela dê fim imediatamente a todo discurso e ações que incentivem uma maior polarização, com o consequente crescimento da violência, e garanta o respeito aos direitos humanos, a separação dos poderes e a vigência do Estado de Direito", acrescenta o texto.

Os países do bloco, do qual a Venezuela está suspensa desde dezembro do ano passado, manifestaram sua disposição a "apoiar e conduzir o povo irmão venezuelano" na saída da grave "crise política, social e humanitária" que o país atravessa e "no caminho para a restauração plena das instituições democráticas e da paz social".

Desde 1º de abril, a Venezuela vive uma onda de manifestações a favor e contra o governo, algumas das quais se tornaram violentas e deixaram até agora 91 mortos e mais de mil feridos, segundo o Ministério Público do país.

O comunicado do Mercosul foi divulgado pelas Chancelarias da Argentina, que exerce a presidência rotativa do Mercosul, e do Uruguai, onde fica a sede do bloco.

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