Tillerson voltará ao Catar para tentar desbloquear crise no Oriente Médio

Washington, 12 jul (EFE).- O secretário de Estado dos Estados Unidos, Rex Tillerson, voltará a Doha nesta quinta-feira para seguir tentando desbloquear a crise diplomática que envolve o Catar, uma complicada missão que começou no início da semana e que, por enquanto, não produziu uma aproximação visível entre as partes.

Tillerson, que está no Kuwait, viajará de novo para Doha para se reunir com funcionários do "alto escalão" do governo do Catar, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Heather Nauert, em nota.

O chefe da diplomacia americana chegou nesta segunda-feira ao Kuwait, país mediador da crise entre Catar e outros quatro países da região - Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Egito - com o objetivo de tentar uma aproximação entre eles.

O secretário de Estado visitou hoje a cidade de Jidá, na Arábia Saudita, para se encontrar com os chanceleres dos quatro países, que cortaram as relações diplomáticas com o Catar no início de junho.

Na terça-feira, Tillerson foi a Doha e assinou em Doha com o chanceler do Catar, Mohamed bin Abderrahman al Zani, um memorando de entendimento contra o financiamento do terrorismo, o que incomodou os quatro países árabes. No entanto, os EUA garantiram que o acordo não tem qualquer relação com a atual crise na região.

Apesar disso, Arábia Saudita, Egito, Emirados Árabes e Bahrein divulgaram um comunicado conjunto horas depois, considerando que o memorando "não é suficiente" para garantir que o Catar está comprometido a encerrar o financiamento de grupos radicais, um dos motivos que provocou a crise diplomática.

Na nota, os países afirmam que não confiam em nenhum compromisso assinado pelo Catar sem "impor mecanismos de controle restritos para verificar sua seriedade".

Os quatro países exigem que o Catar cumpra uma lista de 13 demandas. Entre elas estão o fechamento da influente emissora Al Jazeera, de uma base militar da Turquia no território catariano e também o afastamento do Irã, inimigo histórico da Arábia Saudita.

O Catar nega as acusações e diz que alguma das exigências são inaceitáveis por violarem sua soberania nacional.

Tillerson gostaria de deixar de lado as exigências e encontrar outra fórmula para aproximar as partes envolvidas.

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